Quarta-Feira, 24 de Outubro de 2018

Mato Grosso precisa de R$ 111 bilhões para sanar seus problemas de transporte




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O Plano CNT de Transporte e Logística 2018 prevê a necessidade de R$ 1,7 trilhão em obras de infraestrutura de transporte e logística no Brasil. Só em Mato Grosso, o investimento necessário apontado é da ordem R$ 111,01 bilhões distribuídos em 95 projetos que visam solucionar os problemas e promover os avanços necessários na infraestrutura de transporte, no Estado. No país, são 2.663 intervenções essenciais, entre urbanos e de integração nacional (eixos estruturantes).

Para as intervenções urbanas, a CNT aponta a necessidade de investimento mínimo nas principais regiões metropolitanas. Em Mato Grosso, o montante é da ordem R$ 1,8 bilhão no chamado Vale do Rio Cuiabá. Divulgado, na última segunda-feira (27), o plano da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) é considerado um amplo levantamento dos projetos de infraestrutura necessários para solucionar os problemas atuais e modernizar o setor de transporte brasileiro.

Ainda, conforme a pesquisa, os projetos de integração nacional compreendem nove eixos estruturantes de transporte, formados por conjuntos de infraestruturas (de mesmo modal ou de modais diferentes, como aeroportuário, rodoviário, ferroviário, hidroviário, portuários e terminais).

São eles: Nordeste-sul (R$ 262,3 bilhões), eixo Litorâneo (R$ 270,4 bilhões), Norte-sul (R$ 313,1 bi), Amazônico (R$ 18,3 bilhões), Nordeste-sudeste (R$ 108,5 bi), eixo Cabotagem (R$ 122 bilhões), Norte-sudeste (R$ 86,7 bilhões), Leste-oeste (R$ 119 bilhões) e Centro-norte (R$ 64,7 bilhões).

Nos três últimos eixos, por exemplo, necessitam de investimentos em Mato Grosso. O eixo Norte-Sudeste se estende pelas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, tem extremidades em Itacoatiara (AM) e Santos (SP), passando por Cuiabá, Porto Velho (RO) e São Paulo (SP). Segundo a CNT, em sua diretriz, desenvolve-se ao longo da Hidrovia do Rio Madeira e ainda de rodovias e ferrovias. No perfil de mercadorias, destacam-se as commodities agrícolas, açúcar e derivados, combustíveis e outros produtos químicos ou agroquímicos.

Entre as necessidades de investimentos são apontadas intervenções para remoção de invasões da faixa de domínio e de passagens em nível das ferrovias (MT/MS/SP), construção de terminal hidroviário de cargas e de terminal de contêineres em Porto Velho/RO, derrocamento da Hidrovia do Rio Madeira (em Rondônia), construção do Contorno Ferroviário de São Paulo e pavimentação das rodovias BR-230 e BR-319 no Amazonas.

O Centro-Norte se desenvolve ao longo da rodovia BR-163 e da Hidrovia do Rio Tapajós. A CNT aponta que o eixo tem potencial de utilização para movimentação de cargas e passageiros com origem e destino na região Centro-Oeste, em especial ao escoamento da produção agrícola de Mato Grosso via Porto de Santarém (PA).

Ao longo do eixo, há a necessidade da ampliação do Porto de Santarém, a adequação da navegabilidade da Hidrovia do Rio Tapajós (AM/PA/MT), a adequação da BR-163 no território mato-grossense e da pavimentação, no Pará, a construção de terminais ferroviários e hidroviários (PA/MT/MS) e ainda da construção da Ferrovia Cuiabá-Santarém (MT/PA).

Já o eixo Leste-Oeste tem extremidades em Salvador (BA) e Cruzeiro do Sul (AC), fazendo a conexão entre as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do país por meio de rodovias e hidrovias. A importância do eixo se dá, sobretudo, no atendimento às demandas do complexo portuário da Bahia e de escoamento dos produtos agrícolas provenientes do oeste baiano e dos estados de Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

As intervenções nas rodovias da BR-364, que corta o território mato-grossense e das BR-010, BR-020, BR-070, BR-158, além da construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), da construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), da adequação da navegabilidade nos rios Madeira, Mamoré e Acre (AC/AM/RO); e da construção de eclusas em rios na Hidrovia do Madeira.

O objetivo do levantamento, conforme a CNT, é ampliar a disponibilidade e melhorar a qualidade da infraestrutura de transporte, aumentar a eficiência logística e criar infraestrutura multimodal de modo a diminuir custos. 


Autor:AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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