Domingo, 20 de Setembro de 2020

Décimo terceiro vai injetar mais de R$ 570 milhões na economia do sul e sudeste paraense




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Se todo empregador pagar direitinho, como manda o figurino, no próximo mês de dezembro a Mesorregião Sudeste Paraense terá movimento financeiro de R$571,38 milhões dissolvidos em 13º salário para os 230 mil trabalhadores que têm algum vínculo formal assalariado, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho (MTb). A informação foi levantada com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu.

A notícia é boa nestes tempos de falta de oportunidade, momento em que o Pará acumula 427 mil desempregados, 200 mil dos quais espalhados pelos 39 municípios da mesorregião. Os setores de comércio e serviços tradicionalmente são os maiores receptáculos do décimo terceiro.

Parauapebas e Marabá, pela importância econômica e número de trabalhadores com vínculo empregatício, vão concentrar 45% dos recursos, mas são os municípios de Canaã dos Carajás e Curionópolis que vão pagar, em média, o melhor valor “per capita”.

Curionópolis, pela primeira vez, ultrapassou a remuneração média de Parauapebas, de acordo com a Rais, cujos números — referentes a 2017 — foram divulgados no mês passado. Cabe destacar que muitos empregadores já pagaram metade do décimo no meio do ano. Os dados aqui apresentados consideram os montantes globais, independentemente do período de crédito.

Maiores praças -  O município de Parauapebas é o que mais vai injetar recursos do 13º salário na praça, aqui no sudeste do Pará. Serão R$134,85 milhões entre seus 43 mil trabalhadores (do serviço público e da iniciativa privada), a maioria deles empregada nos setores de serviços e na administração pública.

Em Parauapebas, a prefeitura e a mineradora Vale são os maiores empregadores e possuem robustas folhas de pagamento. A massa salarial de 13º de Parauapebas, aliás, só perde para Belém, onde R$1,36 bilhão serão derramados pelos CNPJ’s contratantes.

Depois de Parauapebas é o município de Marabá, com R$122,58 milhões, onde o 13º mais causará frisson. Com 46 mil trabalhadores formais, o principal município do sudeste paraense tem vivido dias de angústia em seu mercado de trabalho, que mais demite que contrata em 2018.

Ainda assim, Marabá tem fontes pagadoras poderosas, como a prefeitura, o Exército, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e a Sinobras. No estado, o volume de 13º marabaense fica em quarto lugar, atrás de Belém, Parauapebas e Ananindeua (R$123,6 milhões).

Paragominas (R$45,02 milhões) e Canaã dos Carajás (R$42,22 milhões) vêm na sequência. Canaã merece destaque porque, de forma inédita, o rendimento médio do trabalhador (R$3.711,91) do município ultrapassou o da capital do estado (R$3.424,56) e já é o maior do Pará.

Depois aparecem Tucuruí (R$29,54 milhões), Redenção (R$24,68 milhões), Xinguara (R$15,36 milhões) e São Félix do Xingu (R$11,2 milhões). Na mesorregião, três municípios não vão movimentar sequer R$1 milhão. São eles: Bannach (R$947 mil), Abel Figueiredo (R$924,9 mil) e Palestina do Pará (R$784,1 mil).

Mineradores dominam - Os municípios integrantes do complexo minerador de Carajás detêm as maiores médias de remuneração do Pará e, por isso, seus trabalhadores vão receber 13º Salário bem mais graúdo que os empregados de outras mesorregiões.

Os cinco maiores rendimentos pertencem a Canaã dos Carajás (média de R$3.711,91), onde estão instalados projetos de ferro e cobre; Curionópolis (R$3.322,76), onde também funcionam projetos de ferro e cobre; Parauapebas (R$3.140,01), onde há empreendimentos de ferro e manganês; Ourilândia do Norte (R$3.062,96), onde se localiza projeto de ferro-níquel; e Marabá (R$2.666,23), onde estão sediadas poderosas indústrias extrativas de cobre e manganês


Autor: AMZ Noticias com Z Dudu


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