Terca-Feira, 19 de Novembro de 2019

Fávaro pede cassação de Selma Arruda e afirma que Justiça também 'serve' para ela




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Terceiro colocado nas eleições de 2018 ao Senado, com 434 mil votos, perdendo para Selma Arruda (PSL) e Jayme Campos (DEM), o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) decidiu ingressar com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), onde pedirá a cassação da senadora eleita pela acusação de caixa 2 na campanha. Ele garante que a justiça é para todos, "inclusive para a ex-juíza". 

Após rumores de que processaria Selma Arruda, Fávaro, que é presidente do PSD Mato Grosso, confirmou que irá protocolar a ação ainda nesta semana. “Defendi durante a minha campanha uma nova maneira de fazer política. O Brasil já não aceita mais atos ilícitos na política e de seus governantes, como corrupção e ações de caixa dois e a Selma, como conhecedora das leis, deveria saber disso”, afirma.

Ele ainda ressalta que o resultado das eleições mostra que a população exige “correção” dos políticos. “O Brasil está sendo passado a limpo. Qualquer ato que não condiz com a correção deve ser rechaçado. A justiça é para todos, inclusive para a ex-juíza. Então, se houve algo errado nesta campanha, vamos sim pedir investigação e a penalização adequada”, diz Fávaro, que se obtiver êxito no processo, pode acabar ficando com uma das vagas no Senado.

Conforme já divulgado pelo, Selma Arruda já é alvo de uma ação de investigação judicial eleitoral, movida ainda durante as eleições, que pede sua cassação sob acusação de ter praticado “caixa 2” ao contratar a agência Genius, do publicitário Júnior Brasa, para prestar serviços eleitorais ainda na pré-campanha, o que é vedado pela legislação. A ação foi movida pelo então candidato ao Senado, Sebastião Carlos (Rede).

O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça para ser parte no processo e reforçou os pedidos de quebra de sigilo bancário de Selma e de condenação para que ela seja declarada inelegível por 8 anos.

Além disso, a senadora eleita também é alvo de uma ação de cobrança de R$ 1,1 milhão pelos serviços prestados antes do período eleitoral. Selma Arruda afirma que é vítima de extorsão por parte do empresário, que cobra juros de 40% sem ao menos ter contrato assinado. Nossa reportagem tentou contato por telefone com Selma Arruda, mas sem sucesso.


Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital


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