Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019

Menor diz que matou mulher em Tangara da Serra e não escondeu corpo por preguiça




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Em depoimento, o adolescente de 15 anos, suspeito de ter assassinado a jovem Mariana Dutra Teixeira, 21 anos, deu detalhes de como cometeu o crime brutal que chocou a cidade de Tangará da Serra. Aos agentes, o menor confessou o homicídio e disse que não enterrou o corpo porque "estava com preguiça”. A vítima ficou 17 dias desaparecida e o cadáver foi localizado no dia 21 de novembro, em uma região de mata.

Mariana tinha problemas mentais e, segundo informação, era usuária de droga. A jovem foi vista pela última vez, no dia 4 de novembro, em frente à Escola Antônio Casa Grande, conversando com um rapaz. Ao que tudo indica, esse jovem seria o menor que a executaria pouco depois. Na ocasião, o menor contou que chamou Mariana para fumar maconha em uma região de mata e, no local, matou a vítima com vários golpes de faca. O adolescente, no entanto, não informou por qual executou a vítima.

"Ele disse que passou em frente a uma escola e viu a Mariana sentada. Depois, ele foi até a Praça da Bíblia, onde ficou um bom tempo. Ao voltar, viu novamente a Mariana no mesmo local. Diante disso, ele chamou a vítima para que o acompanhasse para fumar maconha e levou ela para um lugar ermo, dizendo que ia mostrar uma arma para ela. Mas, quando chegou no local, ele estava com uma faca, tipo peixeira, ele deu um golpe no pescoço dela", disse o investigador da Polícia Civil, Lázaro Ribeiro.

No depoimento, o adolescente disse que, depois do crime, voltou para a casa tranquilamente e se comportou como se nada tivesse acontecido. O menor tomava tereré em frente a sua casa e, do local, era possível ver o ponto onde o corpo de Mariana estava.

"Após esfaquear ela por várias vezes, ele a puxou pelo pé e levou para o matagal, onde deixou o corpo. Ele pegou o chinelo dela e a faca usada no crime jogou no mato. Na madrugada do dia seguinte, voltou ao local do crime, pensou em enterrar o corpo, mas ficou com preguiça e deixou lá. Depois voltou para casa”, explicou o agente. Mesmo calmo, a mãe do adolescente percebeu que ele estava um pouco estranho e contou para os policiais. A mulher disse que tinha interesse em ver o filho preso por ter sido agredida por ele várias vezes.

"Ela auxiliou muito. Ele tem uma irmã com o nome de Mariana. A mulher disse que o denunciou por ele ser violento", finalizou o investigador. A Polícia Civil não descarta que haja outra pessoa envolvida.Após os procedimentos iniciais, o menor deverá ser encaminhado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (Pomeri). O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Tangará da Serra.


Autor: Redação AMZ Noticias


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