Sábado, 24 de Agosto de 2019

Dezembro fecha com queda nos índices de investimentos e com tendência de juros baixo




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“Os principais fatores para queda continuam sendo a energia elétrica e os combustíveis, que fizeram os custos da habitação cair 0,36% e do transporte 0,98%” comenta o Economista-Chefe

O S&P500 completou 15% de queda, nessa última segunda feira, tornando o esse mês o pior dezembro já registrado para o índice. A campanha de Donald Trump contra a alta dos juros básicos, por parte do FED, tem produzido os efeitos contrários aos desejados pelo presidente dos EUA.

As bolsas estão derretendo e os indicadores de risco estão piorando, com o aumento das incertezas geradas na política. O Cenário piora a manutenção da paralisação do governo (shutdown), resultante da estratégia de Trump de pressionar o Congresso a aprovar o orçamento com as despesas de construção do muro na fronteira com o México. Com o índice VIX batendo 35%, mostrando um aumento violento da aversão ao risco e dando mais um sinal na direção de que o maior ciclo de alta das bolsas dos EUA pode ter se encerrado.  

“As quedas nos mercados, que funcionaram, vão aumentando a percepção de que podemos entrar em um novo ciclo que pode ser difícil de reverter. Se o FED mantiver o processo de normalização da política monetária, poderá aumentar os receios com a desaceleração da economia. Se interrompê-lo, pode produzir um ciclo de desmoralização da autoridade monetária, que levará, da mesma maneira, a uma queda generalizada dos mercados acionários e, por essa via, à desaceleração da economia dos EUA” comenta o Economista-Chefe Pedro Paulo Silveira da Nova Futura Investimentos.

No Brasil, o IPC-S veio com alta de 0,1%, na terceira semana de dezembro, após cair 0,1% na segunda. “Os principais fatores de queda continuam sendo a energia elétrica e os combustíveis, que fizeram os custos da habitação cair 0,36% e do transporte 0,98%. Os alimentos subiram de 0,42% para 0,60%, dentro do comportamento sazonal. Esse dado confirma que a tendência de juros baixos deve ser mantida por mais tempo e pressiona os juros para baixo” explica Silveira.

O índice futuro abriu com uma queda modesta se levarmos em consideração o comportamento dosmercados internacionais na segunda feira. O índice está sendo negociado a 85.400, com 600 pontos de queda, sustentando um patamar elevado para o mercado acionário brasileiro. No mês, o Ibovespa caiu “apenas” 4,25% e ainda está em alta de 12,175 no ano, ao passo que o S&P500 amarga queda de 12% em 2018. “Ainda que o mercado brasileiro tenha expectativas muito positivas para 2019, é pouco provável que consiga se manter descolado do exterior por muito tempo” Afirma o economista chefe da Nova Futura Investimentos, Silveira.


Autor: Redação AMZ Noticias


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