Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Secretário de Novo Acordo diz que vai pedir escolta policial para prefeito alvo de atentado




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O secretário de administração de Novo Acordo, Sildomar Alves, informou que fará um pedido do governo estadual para que o prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar (MDB), receba escolata policial assim que deixar o hospital.

Ele foi alvo de um atentado no dia 9 de janeiro e continua internado no Hospital Geral de Palmas. O vice-prefeito. Letim Leitão (PR), é apontado pela Polícia Civil como o mandante e está preso.

"Será encaminhado oficio tanto para o governo do estado, quanto para o comandante geral da Polícia Militar solicitando esta segurança para o prefeito. Todo mundo ficou perplexo com o que aconteceu", disse o secretário. A cidade tem quatro mil habitantes e está sob os cuidados de Sildomar Alves desde o dia do ataque. Ele informou que recebe orientações do prefeito por telefone.

O secretário falou também sobre a informação da Polícia Civil de que o atentado teria sido encomendado por um desentendimento entre prefeito e vice na divisão de R$ 800 mil em propinas. "Eu não vejo a possibilidade até de se fraudar uma licitação e, se isso aconteceu, não é o caso de Novo Acordo. A gente sempre procurou trabalhar, com a orientaçaõ do prefeito, com muita transparência".

O crime - A família de Elson Lino de Aguiar informou que o ele estava sozinho dentro de casa quando foi alvo do atentado. O imóvel não é murado e a porta da sala estava destrancada. O atirador entrou e disparou contra o prefeito dentro do quarto dele. A vítima conseguiu chegar até a a área externa da residência, onde pediu socorro.

Elson Aguiar levou três tiros, inclusive um na cabeça. Ele sobreviveu e está internado no Hospital Geral de Palmas. Quando tiver alta, deve ser interrogado sobre a suposta propina. Outro lado - O vice-prefeito negou qualquer participação no crime na saída da delegacia. "Sou inocente. não mandei matar ninguém. Dotozin é meu amigo", afirmou Leitão.

Já o advogado do prefeito Elson Aguiar repudiou a acusação de envolvimento em um esquema de propina na cidade. "O atual prefeito jamais permitiu qualquer tipo de ato ilícito durante o seu mandato, inclusive, nunca permitiu que se efetivasse qualquer pagamento a fornecedor sem processo licitatório devidamente formalizado", diz nota enviada pela defesa. 


Autor: AMZ Noticias com G1


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