Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Indígenas tomam o DSEI Xavante em Barra do Garças e pedem exoneração de coordenador




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Um grupo de indígenas ocuparam o Dsei Xavante, em Barra do Garças, nesta segunda-feira (14). O ato é liderada pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Saulo Ub’uhu’we, e defende a saída do atual coordenador do Dsei, Valmir Martins de Faria. Após uma reunião com a coordenação, marcada por manifestações, as atividades na sede do órgão foram paralisadas.

Com a presença de mais de 80 indígenas, entre lideranças conselheiros do Condisi e outros, as portas do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Barra do Garças foram fechadas. Os Xavantes fixaram uma faixa pedindo a saída imediata do coordenador. “A gente não tem nenhuma paciência para que ele trabalhe na saúde indígena, porque ele não respeita o Condisi, lideranças e caciques”, afirma Saulo. Segundo ele, a decisão de ocupar foi tomada para agilizar o processo de exoneração.

No último dezembro, um grupo de Xavante liderados pelo presidente do Condisi se reuniu, em Cuiabá, para pedir a exoneração do atual coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante (Dsei). Eles entregaram um documento ao senador José Medeiros (PODE), que, além de solicitar a saída de Valmir, pedia a indicação de Fidelis Geovaldo Pires de Sousa. O pedido de exoneração está sendo avaliado em Brasília.

A principal reclamação dos indígenas que querem a exoneração do coordenador Valmir é a falta de diálogo entre a coordenação e as lideranças. Saulo afirma que se sente desrespeitado como presidente do Condisi. Ele diz que Valmir deve parar de resistir à pressão do grupo e abandonar o cargo. “Se Xavante acham (sic) que não está bom, ele não tem que se defender”, aponta. “Se as coisas estivessem tranquilas, a gente não estaria se manifestando.”

Saulo ainda acusa Valmir de tentar fazer com que lideranças Xavante se voltem contra o presidente do Condisi. Ele afirma que foi agredido devido a informações mentirosas do coordenador contra ele.  Durante a manhã, o coordenador Valmir voltou a rebater as críticas e informou que até então não havia ocupação. Os conselheiros do Condisi haviam sido chamados até a sede para definir a distribuição de 10 vagas para Agente Indígena de Saneamento e outras 10 para Agente Indígena de Saúde, a serem ocupadas neste ano.

Segundo Valmir, um levantamento de agentes que recebem pela função, mas não trabalham, também foi discutido. Sobre as acusações do grupo que quer sua exoneração, ele disse que a coordenação é um cargo político, sujeito a troca a cada mudança de governo. Valmir também nega que toda a comunidade indígena queira sua saída. “Eu tenho a força das grandes lideranças que me apoiam.” Em dezembro do ano passado, o coordenador atribuía a perseguição ao fato de ele se recusar a ceder aos “caprichos” de Saulo.


Autor: AMZ Noticias com G1


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