Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019

Com foco na exportação, gergelim se firma como alternativa para a 2ª safra em Canarana




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A planta ainda é desconhecida por muita gente. Por isso, a pequena área demonstrativa cultivada com algumas cultivares de gergelim, tem chamado a atenção de quem visita a quinta edição do Dinetec, em Canarana. Quem passa pelo local, procura saber mais sobre a cultura que já conquistou espaço na propriedade de muitos agricultores do município.

Aliás, Canarana é considerado o maior produtor de gergelim do país. Não há números oficiais, mas estima-se que as lavouras ocupem entre 25 e 30 mil hectares, com possibilidade de expansão nas próximas safras.

Pelo menos é essa a expectativa de Henrique Pérola, empresário que “levou” o gergelim para a esta edição do Dinetec. Pérola atua no ramo da exportação de pulses e, no ano passado, vendeu pela primeira vez o gergelim para fora do Brasil. Foram duas mil toneladas para a China, o que abriu os olhos dele para as oportunidades deste mercado.

Para este ano, o empresário já está em contato com produtores que vão investir na cultura. Tradicionalmente, o gergelim é negociado após a colheita mas esta antecipação é importante já que a demanda – especialmente internacional – é praticamente certa. Já há relatos, inclusive, de que uma outra empresa da região tenha feito contratos antecipados com alguns agricultores, algo ainda inédito para a realidade desta cultura em Mato Grosso.

Diferente do que acontece com a soja e com o milho, o preço do gergelim é cotado em quilo e não em saca. Para este ano, o preço estimado deve girar em torno de R$ 3,00 por quilo do produto (sem considerar o desconto das impurezas). Outra diferença é a produtividade.

Alguns produtores chegam a registrar colheitas acima de 800, 900 quilos por hectare. Porém, a média em Canarana tem girado em torno de 500 quilos por hectare. Mesmo assim, quem investe na cultura tem encontrado viabilidade econômica, encarando o gergelim como uma alternativa viável para o cultivo na safrinha, substituindo parte da área que seria destinada ao milho.


Autor: Rafael Govari com Jornal O Pioneiro


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