Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019

Deputados estaduais aprovam decreto sobre calamidade financeira em Mato Grosso




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Os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, na quinta-feira (24), o decreto de calamidade financeira proposto pelo governador Mauro Mendes (DEM) após 17 dias de gestão.

A medida, segundo o governo, é necessária por causa de dívidas deixadas pela administração anterior, estimadas em R$ 4 bilhões, e despesas acima da arrecadação prevista para este ano.  O decreto de calamidade financeira tem a duração máxima de 180 dias, com a possibilidade de ser prorrogado.

A votação foi realizada em sessão na Assembleia Legislativa (ALMT) após a desocupação do plenário da Casa de Leis ocupado por servidores públicos que protestavam contra a tramitação de projetos do Executivo. O decreto foi aprovado em duas votações, ambas realizadas no ultimo dia 24.

Segundo o governo, a intenção é equilibrar as contas do estado, que deve aos fornecedores, prestadores de serviços, o que afeta, principalmente as áreas de segurança. Além disso, não tem pago o salário dos servidores em dia. A folha salarial de dezembro ainda não foi quitada.

Com o decreto, o Poder Executivo pode adotar medidas para a redução de despesas em todas as áreas - o foco está na parte de folha de pagamento de pessoal. Medidas de austeridade previstas:

•           Suspensão o pagamento de horas extras, exceto aos profissionais da segurança e da saúde;

•           Adoção de critérios de convocação para a prestação de serviços extras dos servidores;

•          Suspensão da tramitação de processos para a reestruturação e revisão de planos de cargos, carreiras e vencimentos, que impliquem em aumento da despesa de pessoal;

•           Não concessão de afastamentos de servidores públicos para realização de cursos de aperfeiçoamento ou outros que demandem substituição;

•           Não disponibilização de pessoal, com ônus para o órgão ou a entidade de origem, exceto à Justiça Eleitoral;

•           Rescisão de todas as cessões de servidores públicos que acarretem ônus para o órgão de origem;

•           Não abertura de novos concursos públicos para provimento de cargos ou empregos públicos;

•           Redução do número de cargos comissionados e contratados temporários;

•           Suspensão da concessão de licença-prêmio que implique em contratação temporária de substituto.

Com o projeto aprovado, o estado agora tem base legal para descumprir alguns artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) sem sofrer as sanções previstas na legislação.


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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