Terca-Feira, 23 de Abril de 2019

Estudantes do Araguaia denunciam suposta ilegalidade de curso de Psicologia e temem calote




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Um grupo de estudantes da região do Norte Araguaia em Mato Grosso, denunciou no dia 1º de fevereiro, através do registro de um boletim de ocorrência, supostas ilegalidades no curso de Psicologia, oferecido pelo “Instituto Colégio Universal LTDA” em Vila Rica.

Sete estudantes que se dizem insatisfeitos com a qualidade do ensino oferecido no curso, a falta de profissionais docentes e falta de informações inclusive através de site ou redes sociais. Eles procuraram a Delegacia da Polícia Judiciária de Vila Rica temendo serem vítimas de um calote da referida instituição.

As vítimas apontaram no documento que os representantes do instituto não estão cumprindo com a proposta que foi apresentada para os acadêmicos. Entre os fatores que os levaram a suspeitar da ilegalidade do curso está a não existência de um site próprio da instituição, falta de informações sobre o número de matrícula e notas das avaliações. Em 2018, os estudantes alegam que tiverem apenas cinco aulas referente há três meses e meio, o que motivou alguns alunos a não pagarem as mensalidades referente aos meses em que não houve aulas.

Como se não bastasse, os estudantes ainda tiverem os nomes protestados devido à falta de pagamento das aulas que não aconteceram, fato que deixou os denunciantes indignados com a situação. Diante de toda a incerteza os estudantes resolveram pesquisar a procedência da instituição e, segundo eles, constataram que a mesma não é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), o que estimulou as vítimas a procurarem a polícia.

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP18-MT) já havia denunciado ao Ministério Público de Mato Grosso e o Ministério da Educação no início de 2018 o curso de Psicologia em Vila Rica e outras seis cidades de Mato Grosso, alegando que os mesmos eram oferecidos na modalidade à distância e que não eram reconhecidos pelo MEC.

A autarquia alertou os estudantes que, de acordo com o Decreto 5.773/206, a criação de cursos de Direito, Medicina, Odontologia e Psicologia na modalidade à distância só pode acontecer após a aprovação do Conselho Federal da OAB ou do Conselho Nacional de Saúde (CNS), mesmo que façam parte de instituições de ensino já reconhecidas pelo MEC.

No caso de Vila Rica, o curso de psicologia começou em 2016 com aproximadamente 40 alunos e hoje restam apenas 14. Os denunciantes registraram no Boletim de Ocorrência a suspeita Maria Delma Sá de Alencar, residente em Confresa, como sendo a proprietária da empresa responsável pelo curso. Nossa reportagem tentou contato por telefone e mensagem de texto com a responsável Maria Delma, mas não obteve sucesso até o fechamento desta matéria. As vítimas esperam que o caso seja esclarecido o quanto antes. A Polícia Civil irá investigar o caso.


Autor: AMZ Noticias com Eldorado FM


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