Segunda-Feira, 26 de Agosto de 2019

Trabalhadores da educação decretam estado de greve e Mato Grosso vive ameaça de ano letivo




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Os trabalhadores da rede estadual de educação decretaram estado de greve. A decisão tomada, por unanimidade, em assembleia geral realizada na tarde da última segunda-feira (04), pode comprometer o início do ano letivo previsto para o próximo dia 11 deste mês, em Mato Grosso.

Na reunião, os participantes também aprovaram as deliberações do Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), realizado no fim de semana. Em assembleia permanente, eles engrossarão ainda paralisação estadual unificada, em 12 de fevereiro.

"O estado de alerta é um indicativo para o governo reavaliar a postura e buscar uma negociação", esclarece o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira. Ao mesmo tempo, destacou que, há necessidade da construção do movimento paredista, que não ocorre de forma imediata.

Uma mobilização unificada está marcada para o dia 12 de fevereiro. "Será a primeira grande paralisação de alerta contra as medidas do governo Mauro Mendes e a participação dessa categoria é fundamental", disse a coordenadora do Fórum Sindical, presente na Assembleia do Sintep/MT, Edna Sampaio.

Entre os presentes, as políticas implementadas pelo governo estadual, bem como pelo governo federal, inviabilizam os direitos da classe trabalhadora. "Em Mato Grosso o pacote de Mauro Mendes já congelou os salários dos servidores com o calote da RGA de 2018, e a suspensão da revisão pelos próximos dois anos", disse dirigente e secretário de redes municipais, Henrique Lopes. Lopes lembrou que o ataque a educação se estende a política da "dobra do poder de compra", quando não paga a RGA, e também via decreto de calamidade financeira, que impede o cumprimento das leis de carreira.

A avaliação apontou que as medidas não atacam apenas os servidores da ativa, compromete também os aposentados, devido a paridade. "Se aprovada a lei da Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, as perdas serão ainda maiores, pois colocará fim na paridade salarial e ampliará o percentual de desconto previdenciário, para aqueles que recebem acima do teto", alerta o presidente do Sintep/MT.

Durante a assembleia, foram encaminhadas ainda para votação duas moções. A primeira contra a Reforma da Previdência do governo do presidente Jair Bolsonaro, e a segunda, em apoio a mobilização unificada dos servidores da cidade de São Paulo (SP). Para a categoria, toda a atenção é necessária por entender que "os ataques atingirão todos os direitos da classe trabalhadora". 


Autor: Redação AMZ Noticias


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