Segunda-Feira, 26 de Agosto de 2019

Remo e Paysandu se unem em campanha de doação e conseguem 315 bolsas de sangue




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O adolescente Wesley Fonseca da Silva, 15 anos, que faz tratamento na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), em Belém, foi um dos beneficiados pela campanha “Doador Futebol Clube”, encerrada nesta quarta-feira (10), com o significativo saldo de 430 comparecimentos e 315 bolsas de sangue coletadas, que ajudarão a salvar 1.260 pacientes internados na rede hospitalar do Estado.

A campanha, promovida pela Rede Cultura de Televisão, em parceria com a Fundação Hemopa e as torcidas dos clubes do Remo e Paysandu, foi lançada oficialmente no último dia 24 de março. Hoje - Dia D da ação estratégica - reuniu jogadores, torcedores, mascotes e animadoras de torcidas em um clima de festa, para chamar atenção e sensibilizar a população potencialmente doadora para o objetivo da campanha, que distribuiu brindes para quem doou sangue.

Acompanhando o filho, a dona de casa Simone Fonseca da Silva, 40 anos, agradeceu aos doadores de sangue. “Peço que as pessoas sejam solidárias. Meu filho precisa receber sangue para se manter vivo. É preciso que as pessoas tenham consciência da importância da doação, para que nunca falte para meu filho e nem para outros pacientes”, disse Simone, que sempre acompanha o filho até a sede do Hemopa para consultas trimestrais.

Residente em Marabá (no sudeste paraense), o menino tem Doença de von Willebrand, que pode causar hemorragia prolongada ou excessiva. A doença é geralmente hereditária, mas, em casos raros, pode ser adquirida. “Ele faz tratamento no Hemopa desde criança, e precisa receber transfusão para melhorar seu estado de saúde”, informou a mãe.

Incentivo - Os agradecimentos dos pacientes se destinam a pessoas como Nicholas Costa Silva, 20 anos, torcedor do Clube do Remo, que hoje fez sua terceira doação de sangue, atendendo ao apelo da campanha. “Fiquei feliz em poder ajudar doando sangue, e fui presenteado com a camisa do meu time do coração. Agradeço a minha mãe, que também é doadora e sempre me incentivou nessa causa”, disse o doador.

Já a torcedora do Paysandu Claudiane Paraguassu, 36 anos, uniu o útil ao agradável. Ela foi ao Hemopa doar sangue a pedido de uma amiga e acabou aproveitando a programação do Dia D da campanha. “Eu também já estava no período de fazer a doação. Vim doar para uma amiga e participar da campanha. E ainda fui presenteada com a camisa do meu time querido”, ressaltou.

Em sua quarta doação de sangue, Claudiane Paraguassu também tem um motivo pessoal para ser adepta da campanha: sua filha faz tratamento no Hemopa contra anemia falciforme, doença genética e hereditária, que predomina em pessoas da raça negra, mas também pode se manifestar em brancos. Sua principal característica é uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos. “Meu esposo também doa sangue”, acrescentou a torcedora do Paysandu.

O presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra, agradeceu a cada voluntário que participou da campanha. “Tivemos um empate técnico do número de coletas do ano passado para este, o que só temos a comemorar. Não é uma competição. É um movimento social em prol da vida e do amor ao próximo. Nosso muito obrigado a todos”, disse o gestor, ao destacar a importância da campanha promovida pela Rede Cultura de Televisão.

Segundo o presidente da Rede Cultura, Hilbert Nascimento, o poder dessas ações de responsabilidade social causa impacto positivo na população, mobilizando e provocando reflexão sobre a necessidade da doação. “Eu acho que é obrigação nossa participar de todas as ações possíveis e imaginárias que tenham esse foco de ajudar as pessoas. A campanha vem em um momento espetacular, porque mobiliza as torcidas usando os jogadores, usando os clubes que são grandes formadores de opinião”, ressaltou.

Critérios – Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação oficial, original e com foto.

Serviço: As doações de sangue também podem ser feitas no Hemocentro Coordenador e na Estação de Coleta Castanheira, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30, e aos sábados, das 7h30 às 17 h. Há ainda a Estação de Coleta Pátio Belém, que funciona de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 h. Mais informações: 08002808118 ou (91) 3110-6500.


Autor: AMZ Noticias com Vera Rojas


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