Terca-Feira, 25 de Junho de 2019

Papa Emérito diz que revolução sexual dos anos 60 é a culpada por padres cometerem abusos




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Os escândalos de abusos sexuais na Igreja Católica são efeitos da revolução sexual dos anos 1960 e de uma decadência geral da moralidade, segundo o papa emérito Bento 16. Em um ensaio, ele argumenta que a revolução sexual levou algumas pessoas a acreditarem que a pedofilia e a pornografia são aceitáveis.

Durante 23 anos, Bento 16 comandou o escritório doutrinal do Vaticano -- muito criticado pela maneira como tratou dos casos de abuso sexual. Em 2013, o religioso se tornou o primeiro papa a renunciar em seis séculos. "Pode ser dito que, nos 20 anos entre 1960 e 1980, os padrões normativos anteriores sobre sexualidade desmoronaram completamente, e emergiu uma nova normalidade que a esta altura se tornou o tema de tentativas diligentes de perturbação", escreveu.

Bento 16 comandava o escritório doutrinal em 2002, quando os primeiros casos de abuso sexual na Igreja foram expostos na cidade norte-americana de Boston. Muitos casos ocorreram décadas antes dos anos 1960. As revelações de que padres predadores eram transferidos de paróquia em paróquia, e não expulsos ou processados criminalmente, já que bispos acobertavam os abusos, abalaram a Igreja globalmente e minaram sua autoridade.

No fim do ano passado, o cardeal australiano George Pell se tornou a autoridade católica mais graduada a ser condenada por delitos de abuso infantil. Seu papel como ex-assessor do papa Francisco levou o escândalo ao cerne da administração papal.

Bento 16 publicou o ensaio na Klerusblatt, revista mensal da Igreja de sua região nativa da Baviera, na Alemanha. Uma autoridade do Vaticano confirmou sua autenticidade. "Entre as liberdades pelas quais a Revolução de 1968 tentou lutar está a liberdade sexual desenfreada, que não se curva mais a qualquer norma", escreveu, segundo uma tradução em inglês publicada por sites católicos. Alguns teólogos usaram o Twitter para criticar Bento 16.

Massimo Faggioli, professor de teologia da Universidade Villanova, classificou o ensaio como uma "caricatura" da Igreja pós Concílio do Vaticano II, "com todas as suas inventividades e alguns erros trágicos".


Autor: Redação AMZ Noticias


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