Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019

Raoni Metuktire vai a Europa para denunciar as crescentes ameaças sobre a Amazônia.




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O líder indígena Raoni Metuktire encontra-se na Europa para alertar sobre as crescentes ameaças à Amazônia. Pertencente à etnia Kayapó, Raoni aproveitará a visibilidade internacional para tentar arrecadar um milhão de euros a fim de proteger o Parque Nacional do Xingu, localizado na região nordeste de Mato Grosso.

A ideia é utilizar os fundos arrecadados para substituir os sinais nos limites da vasta reserva do Xingu, para comprar drones e equipamentos técnicos para monitorar a região e proteger contra incêndios, informou em comunicado, a Foret Vierge, organização que Raoni preside de forma honorária.

Algumas comunidades no Xingu também precisam de recursos para saúde, educação e conhecimento técnico para a extração e comercialização de produtos renováveis obtidos no parque. "Desta forma, os povos indígenas poderiam viver de maneira digna na reserva, protegendo a floresta e suas culturas ancestrais, em vez de ir para áreas rurais ou urbanas", disse o comunicado.

Na Europa, a agenda do líder indígena inclui reuniões com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o Papa Francisco. Raoni chegou à Paris no último domingo (12). O líder indígena é reconhecido internacionalmente pela luta que articula pelos povos indígenas.

Em 1989, ele teve um encontro histórico com o cantor Sting durante o “I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu”, em Altamira (PA). Os dois se reencontraram em 2009 na cidade de São Paulo para conversar sobre a construção da Usina de Belo Monte. Em novembro de 2012, Raoni foi recebido pelo então presidente da França, François Hollande, no Palácio do Eliseu.

Na ocasião, o cacique também pedia pela preservação da Amazônia e dos povos que vivem na região. A viagem do líder ocorre em meio a tensões devido ao aumento das ameaças à Amazônia por parte dos setores de mineração e agricultura que encontraram um aliado no presidente Jair Bolsonaro, que já manifestou apoio à exploração de áreas protegidas.

As declarações de Bolsonaro em relação à política de demarcação das terras indígenas também causam preocupação às comunidades indígenas, que mantêm décadas de luta para proteger seu território e suas culturas. O Parque do Xingu abriga cerca de 5,5 mil índios de 16 etnias. Desde sua criação, o parque sofre com invasões predatórias regulares de pescadores, garimpeiros e fazendeiros, além do avanço do agronegócio que também tem sido uma grande ameaça para a preservação das áreas dos povos nativos.


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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