Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020

Justiça revela que PMs presos por participação em chacina de Belém tem vários antecedentes




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A Justiça Militar do Pará divulgou nesta segunda-feira (27) a ficha criminal dos quatro Policiais Militares presos suspeitos de envolvimento na chacina que matou 11 pessoas no bairro do Guamá, em Belém.

De acordo com a Justiça, três dos quatros presos já tinham delitos registrados: dois respondem processo e um já foi condenado. Ainda segundo a Justiça, um dos presos, o PM da reserva José Maria Silva Noronha, não possuía registros de infrações, mas exerceu funções de comando na polícia durante dois anos, na gestão do ex-secretário Luiz Fernandes.Confira os antecedentes dos PMs suspeitos:

PM Leonardo Fernandes -  Era lotado no 2º BPM e responde na Justiça Militar pelos crimes de concussão (recebimento de dinheiro para obtenção de vantagens) e lesão corporal grave. De acordo com a Justiça MIlitar, o PM deve ser julgado ainda esse ano.

PM Josimar Silva - Era Lotado na Polícia Rodoviária Estadual e responde inquérito na Justiça por homicídio em Marituba.

PM Wellington Oliveira - Foi condenado pela Justiça por posse ilegal de arma de fogo e roubo. Estava expulso da PM, mas mediante um ato de reconsideração do então comandante-geral Daniel Mendes, em 2014, retornou as funções no 24º BPM.

PM José Maria Silva Noronha - Já era reformado, mas de 2012 a 2014 exerceu funções no comando do então comandante-geral Daniel Mendes e na Secretaria de Segurança Pública durante a gestão do ex-secretário Luiz Fernandes.

Investigações - As prisões aconteceram neste final de semana. De acordo com a Polícia, todos os PMs detidos foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar e encaminhados ao Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves (CRECAN), em Santa Izabel do Pará. Ainda há um suspeito foragido. A Secretaria de Segurança Pública (Segup) informou que há duas linhas de investigação e que em dez dias o inquérito deve ser concluído.

Não foi informado o que poderia ter motivado o crime. Ainda segundo a Segup, a prisão dos foragidos deve ser fundamental para saber quem participou, diretamente ou não, da chacina. A polícia já sabe que o grupo é suspeito de praticar outros crimes na Região Metropolitana de Belém, mas ainda não está claro qual o envolvimento de cada um dos suspeitos na chacina, por isso, é possível que mais pessoas estejam envolvidas no crime.


Autor: Redação AMZ Noticias


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