Sábado, 11 de Julho de 2020

Fazendeiro acusado de ser mandante de crime no sul do Pará é preso em Santa Maria das Barreiras




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A Polícia Civil do Pará cumpriu, nesta quinta feira dia 06, dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão domiciliar, durante operação policial realizada pela Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (DECA), na zona rural de Santa Maria das Barreiras, sudeste paraense.

A operação resulta de investigações sobre uma disputa de terras na região que provocou a morte do trabalhador rural Jovenil Martins Rodrigues, 59 anos, conhecido como Foguinho, liderança da ocupação da Fazenda Pontal. Oito armas foram apreendidas na operação. O crime ocorreu em 1 de agosto de 2018.

Na operação, desta quinta-feira, foi preso o fazendeiro José Carlos Silva, apontado em inquérito policial, como o mandante do crime. Ele foi localizado na fazenda de sua propriedade, denominada Pé do Morro, em Santa Maria das Barreiras.

Outros dois envolvidos no homicídio foram presos, no final do ano passado, durante a operação denominada Araguaia e deflagrada pelas Polícias Civis do Pará e Tocantins, para prender assaltantes de banco. Luan Estefanni Costa de Oliveira é considerado o intermediário do homicídio e está preso atualmente no presídio de Araguaína, em Tocantins, por envolvimento em roubo a banco.

Cassen Souza Costa, também preso na operação Araguaia por envolvimento em roubos a bancos. Ele foi apontado nas investigações como o executor do trabalhador rural. Cassen foi morto na prisão por "queima de arquivo", ainda no mês de dezembro do ano passado. O trabalhador rural Jovenil Martins Rodrigues foi assassinado com um tiro na cabeça, dois tiros no tórax, outros dois disparos no abdômen e um na coxa esquerda.

O fazendeiro José Carlos Silva foi flagrado de posse de armas de fogo ilegais, na fazenda Pé do Morro. As três fazendas estão sediadas em Santa Maria das Barreiras. Assim, além do mandado de prisão preventiva pelo homicídio, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo em concurso material com posse irregular de arma de fogo.

 O crime teve repercussão nacional em 2018. O delegado Antonio Mororó, da DECA de Redenção, chegou a ser chamado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, para apresentar as medidas adotadas pela Polícia Civil sobre o caso, à integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados Federais.

Ainda nesta quinta-feira, a Polícia Civil além de cumprir os mandados de busca e apreensão domiciliar, apreendeu oito armas de fogo - uma pistola calibre 380, um revólver calibre 38 e seis espingardas - e munições de calibres variados.Três pessoas foram presas em flagrante de posse das armas durante a operação. Duas delas - João Pereira Lima e José Wanderley do Carmo Reis - foram autuadas pelo crime de posse irregular de arma de fogo. João Pereira estava em uma fazenda, de nome Mumbuca, e José Wanderley estava na fazenda Santa Helena.

Coordenada pelo delegado Antônio Mororó Júnior, titular da DECA Redenção, a operação policial contou com participação de equipes de policiais civis da Superintendência da Região do Araguaia Paraense, Delegacia da Mulher de Redenção, e mais equipes de Rio Maria e do Núcleo de Apoio à Investigação. 


Autor: AMZ Noticias com ORM


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