Quarta-Feira, 15 de Julho de 2020

Pará aparece como o 6º estado brasileiro onde mais ocorrem assassinatos de mulheres




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O levantamento divulgado de forma conjunta pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 28,5% dos homicídios de mulheres no país, as mortes foram dentro de casa.

No ano que fecha a análise de uma década em que a taxa de homicídios de mulheres cresceu quase 31% em todo o Brasil, o Pará amargou um triste sexto lugar no ranking entre os estados onde mais se matou pessoas do sexo feminino: uma taxa de 7,5 para cada grupo de 100 mil delas, quase o dobro da média nacional, de 4,7.

Os dados foram divulgados no último Atlas da Violência e são referentes a 2017. Quem atende diariamente os pedidos de socorro de quem sofre violência doméstica e/ou violência sexual, crimes que por vezes acabam seguidos de morte, o problema neste aumento não está na legislação ou no cumprimento dela, como muitos apontam.

“Temos leis boas e que atendem aos seus propósitos, como é o caso da Lei Maria da Penha, inclusive de importância reconhecida em outros países”, avalia a titular da Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (Deam), Adriana Norat. Para ela, o que falta é estrutura e logística que garanta a execução de políticas públicas. “Nosso papel é de colaborar com estatísticas que irão contribuir para que as políticas públicas sejam eficazes.Trabalhamos no combate, fazendo procedimentos, encaminhando para a Justiça. Reprimimos para prevenir”.

Os números gerais de aumento da violência também puxam o crescimento tanto dos números de homicídios quanto de ocorrências registradas pela Deam - lembrando que em caso de homicídio, os registros ficam mesmo na divisão específica para esse tipo de crime. “De fato, houve um aumento da visibilidade da Deam e a procura por ajuda especializada aumentou também. Mas, com o aumento da violência como um todo, dificilmente a violência doméstica não acompanharia”, lamenta a delegada.

Homicídios de Mulheres - - Brasil: aumento geral de 30,7% entre 2007 e 2017 - Aumento geral de 6,3% entre 2016 e 2017 -- Por grupo de 100 mil mulheres -- Entre 2007 e 2017 houve aumento de 20,7% na taxa nacional de homicídios de mulheres, quando a passou de 3,9 para 4,7 mulheres assassinadas - - No recorte de 2012 a 2017, aumento de 1,7% na taxa nacional e um aumento maior ainda de 5,4% no último ano.

Em 2017, Roraima respondeu pela maior taxa, com 10,6 mulheres vítimas de homicídio por grupo de 100 mil mulheres, índice mais de duas vezes superior à média nacional (4,7). Em seguida vem o Acre e Rio Grande do Norte, com taxa de 8,3; Ceará, com taxa de 8,1, Goiás, com taxa de 7,6, Pará e Espírito Santo com taxas de 7,5.


Autor: Carol Menezes com Diário do Pará


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