Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019

Mato Grosso é o terceiro maior gerador de emprego durante o mês de junho de 2019




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Mato Grosso foi o terceiro estado que mais criou novas vagas de empregos formais no País, em junho, conforme balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado hoje pelo Ministério da Economia.

Os empregos formais, aqueles com carteira assinada, somaram 7.367 vagas. Além de ser o melhor resultado do ano para o mercado de trabalho estadual, é ainda, o melhor desempenho para os meses de junho desde 2012, quando o saldo fechou o período com 7.782 novos postos.

Lideram o ranking nacional os estados de São Paulo e Minas Gerais, contabilizando respectivamente 18.262 e 11.603 novos postos. Das 27 unidades da federação, 19 alcançaram variação positiva. O Rio Grande do Sul e o Espírito Santo tiveram os menores saldos do mês passado, gerando mais demissões do que contratações. No mês passado esses estados eliminaram 3.812 e 1.152 postos formais.

O nível de empregabilidade em Mato Grosso está diretamente atrelado ao comportamento dos principais setores da economia local: dos cinco mais importantes, todos fecharam junho com saldo positivo, ou seja, mais admitindo do que demitindo. O destaque do mês foi o setor da agropecuária, que sozinho criou 3.653 vagas, respondendo por quase 50% da geração de novas vagas no Estado.

Serviços com outras 1.698 novas vagas, comércio com outras 883, indústria com 712 e a construção civil com mais 376, são os setores da atividade econômica, que junto com a agropecuária, elevaram o saldo de junho no Estado.

Na comparação anual, o saldo de novos empregos gerados em junho desse ano superou em 36,12% o realizado em igual mês do ano passado, quando o saldo foi 5.412 novas vagas. Em relação a maio, análise mensal, há um avanço de mais de 300%, já que naquele mês o saldo somou 1.755 novas vagas.

Durante os seis primeiros meses de 2019, o mercado do trabalho formal no Estado registrou níveis extremos. Em janeiro, com saldo positivo de 11.524 novas vagas, Mato Grosso bateu recorde para mês na série histórica do Caged. Em fevereiro, foram criadas outras 1.579 vagas, em março veio o recuo com o corte em 4.589 vagas, momento em que o Estado deixou de ser empregador para estar na condição de ‘eliminador’ de empregos formais. Em abril, o comportamento voltou ao patamar positivo, com a geração de 2.106 postos. Maio teve mais 1.755 postos criados e em junho, outros 7.367 postos.

REGIÃO – Além de ser o terceiro maior gerador de empregos do País, Mato Grosso lidera a oferta no Centro-Oeste. Goiás, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal criaram 2.077, 899 e 610 novos postos com carteira assinada, respectivamente.

ACUMULADO – Nos primeiros seis meses do ano, Mato Grosso criou 20.705 novos postos de trabalho formal. O volume, quando comparado ao mesmo acumulado do ano anterior revela uma perda da empregabilidade em 8,77%, já que em 2018 o primeiro semestre contabilizava 22.695 novas vagas.

Entre os municípios mato-grossenses, seis se destacaram ao criar mais de mil postos nos últimos seis meses. O melhor desempenho foi observado, pelo Caged, em Sinop, cujo saldo semestral ficou em 1.815 novas vagas geradas. Depois estão Sorriso (1.672), Cuiabá (1.395), Primavera do Leste (1.281), Barra do Garças (1.055) e Lucas do Rio Verde (1.005). Várzea Grande, a segunda maior cidade em concentração populacional, criou 944 empregos e Rondonópolis, segunda maior economia do Estado, apenas 235 postos.

BRASIL - O Brasil gerou 48.436 empregos formais em junho, o melhor resultado registrado para o mês desde 2013. No consolidado do semestre, os números de junho são os melhores desde 2014. Foram 408.500 novas vagas formais nos primeiros seis meses de 2019, resultado superior ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 392.461 empregos.

No acumulado dos últimos 12 meses, em período encerrado em junho de 2019, o saldo entre admissões e desligamentos ficou positivo em 524.931 novos postos formais, que representa melhoria em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 280.093 novos empregos.

Considerando números referentes apenas a junho deste ano, seis setores da economia tiveram resultado positivo em junho: Serviços (23.020 postos), Agropecuária (22.702 postos), Construção Civil (13.136 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (2.525), Extrativa Mineral (565) e Administração Pública (483). Dois setores apresentaram resultado negativo no mês: Comércio (-3.007 postos) e Indústria de Transformação (-10.988 postos).

Destaque do mês, o setor de Serviços registrou 531.137 admissões e 508.117 desligamentos. Cinco dos seus seis subsetores apresentaram saldo positivo, com destaque para Comercialização e Administração de Imóveis (14.766 novos postos) e Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários (7.883 postos).

Quatro das cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo em junho. Em números absolutos, o melhor resultado é do Sudeste, com 31.054 postos de trabalho criados. No período, o Centro-Oeste registrou 10.952 novas vagas, o Nordeste criou 5.142 postos formais no período e o Norte, 4.002. Apenas no Sul houve mais demissões que admissões, com saldo negativo de 2.714 postos. 


Autor: Mariana Peres com Diário de Cuiabá


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