Sábado, 29 de Fevereiro de 2020

Ato de repúdio contra violência doméstica em Confresa reúne mais de 200 pessoas




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No fim da tarde da ultima quarta-feira (24), mais de 200 pessoas se reuniram na Praça do Camilão, na zona central em Confresa, em um ato de repúdio pela morte brutal da jovem Daiane Oliveira Barbosa. Na oportunidade, os presentes realizaram uma caminhada que se iniciou na rotatória da Avenida Brasil com a Avenida Industrial.

O ato foi idealizado por mulheres de diversas classes sociais do município, o movimento trouxe cartazes, faixas e diversas falas a respeito das constantes denúncias sobre a violência doméstica e feminicídio, modalidade de crime de homicídio contra mulheres que está em vigor desde 2015.

Estiveram presentes no movimento autoridades municipais e da região, tanto mulheres como homens que apoiam e lutam pela causa feminina. Foram feitos pedidos como uma casa de apoio às vítimas de violência doméstica e uma delegacia especializada de atendimento à mulher.

Uma das idealizadoras da mobilização, Carla Rezende, disse que após noticiar o crime, percebeu que esse tipo de situação tem se tornado comum, e isso são algo inadmissível. Ela como jornalista, afirma que deveria ser imparcial, contudo, prefere escolher um lado: ser contrária a violência contra a mulher. Márcia Tasca, líder do movimento “Mulheres pelas Mulheres”, disse em entrevista que haverá uma conversação com os municípios para fazer acontecer a tão pedida delegacia especializada em atendimento à mulher. 

O Presidente da Câmara de Vereadores, Uasley Werneck (PL), esteve presente na mobilização e expressou que a ação popular mostrou que a população se organiza e luta pelo que quer, neste caso, o fortalecimento de políticas públicas. O Padre Marco Antônio, foi para o manifesto juntamente com uma caravana da cidade de Canabrava do Norte, e para ele, o fato de o chamado da igreja ser de olhar os marginalizados e pessoas que sofrem a violência, não o deixa ficar alheio a essas situações.

Para o Prefeito Ronio Condão (PSDB) essas lutas são válidas, visto que até mesmo em sua profissão, medicina, sempre buscou a vida. Ele parabenizou os participantes e disse que fará o possível para buscar recursos e conseguir a casa de apoio e a delegacia especializada.

“Nós como mulheres, como seres humanos, temos um sentimento de indignação, é uma crueldade tamanha, ninguém merece isso. Ela que tinha uma vida toda pela frente, teve sua vida cessada por causa de uma brutalidade, ignorância. Nós como mulheres temos mais que nos unir, trazendo os homens”, disse em entrevista Leidiane Freitas, Secretária de Assistência Social.


Autor: AMZ Noticias com Olhar Alerta


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