Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Justiça concede ao pai guarda de bebê indígena resgatada após ser enterrada viva em Canarana




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i Justiça de Mato Grosso concedeu ao pai, que é índio de outra etnia, a guarda provisória da bebê indígena que foi enterrada viva pela bisavó, em junho do ano passado, em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A decisão do dia 13 de junho foi confirmada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Analu Paluni Kamayura Trumai estava sob a guarda da Fundação Nacional do Índio (Funai) até que todo o processo fosse concluído. Em setembro do ano passo, Justiça solicitou um exame de DNA para comprovar a paternidade e decidir sobre a guarda da criança.

De acordo com o promotor Matheus Pavão de Oliveira, o resultado do exame foi positivo e comprovou a paternidade. Na época do fato, quando soube que a recém-nascida tinha sido enterrada viva, o pai já havia manifestado a intenção de ficar com a criança. O indígena afirmou que não sabia da gravidez. O pai de Analu mora em uma comunidade indígena em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá.

Ainda segundo o promotor, um estudo psicossocial e antropológico foi realizado para avaliar quem teria condições de receber a menina que, atualmente, tem um ano."O estudo demonstrou que, caso a guarda fosse concedida ao pai, não haveria nenhum prejuízo para a identidade e a segurança da criança", explicou ele.

Ele explicou também que o MPE fez um pedido à Casa de Saúde do Índio (Casai) para que o acompanhamento médico que a menina faz seja readequado e não comprometa o tratamento. "Com relação a essa solicitação, não obtivemos resposta ainda, mas esperamos que não haja problema, pois apesar de não apresentar sequelas, ela precisa de acompanhamento, diante da gravidade do processo que enfrentou", declarou.

O resgate - Em 5 de junho do ano passado, a polícia recebeu uma denúncia anônima informando que o bebê havia morrido durante o parto e sido enterrado no quintal de uma casa. Os policiais foram até o local para saber o que tinha acontecido e retirar o corpo e levá-lo ao IML.

Quando a polícia chegou, a família disse que havia enrolado o corpo da criança em um pano e enterrado em uma cova. Entretanto, os policiais foram até a cova indicada pela família e começou a cavar. Em um vídeo gravado à época, é possível ver o momento que os policiais identificam que a criança está viva e a retiram do buraco que media cerca de 50 centímetros. A recém-nascida ficou enterrada por cerca de 6 horas.


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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