Terca-Feira, 10 de Dezembro de 2019

Depois de 75 dias de paralisação, professores encerram a greve sem acordo com Governo




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Após 75 dias, os professores da rede estadual votaram pelo fim da greve da categoria na sexta-feira (9), em assembleia realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Os profissionais retomam as atividades na quarta-feira (14).

No entanto, segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), os educadores permanecem em estado de greve, podendo voltar a qualquer momento. Neste período, os servidores devem apresentar uma contraproposta em pontos de discordância com o Governo.

Desde o dia 27 de maio, os servidores cobram o cumprimento da lei da dobra do poder de compra - aprovada em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa, e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, e a Revisão Geral Anual (RGA). “A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado. Mesmo porque o ponto principal dessa greve, que é o cumprimento da lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo”, afirmou o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

O sindicalista ainda fez um alerta ao Paiaguás. Segundo ele, os professores podem voltar a entrar em greve em um futuro próximo caso não consigam negociar a lei da dobra do poder de compra. “A categoria reafirma que, caso o Governo não integralize e nem apresente uma nova proposta até a próxima data base de 2020, nós poderemos ter uma nova greve”, disse.

Apesar da falta de acordo, o presidente avalia que os educadores demonstraram força. “Depois desses dias todos de greve, a categoria demonstrou bastante heroica em fazer esse movimento, resistir mesmo com a questão do corte de ponto, sem o apoio devido do Poder Judiciário, mas entendeu que agora é um momento de dar uma segurada para constituir um novo processo de resistência no próximo período”, disse Pereira.

Na segunda-feira (5), o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que benefícios salariais como a RGA e a lei da dobra do poder de compra da Educação serão pagos a partir do próximo ano, desde que haja condição para elevação de gastos com folha (abaixo de 49% da Lei de Responsabilidade Fiscal).

Havendo o que chama de espaço fiscal, o Governo estabeleceu que 75% deste espaço será usado para a RGA de todos os servidores públicos do Estado. Outros 25% serão destinados aos aumentos previstos em leis de carreiras da Educação, Meio Ambiente e Fazenda. No dia 30 de julho, a desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, declarou a ilegalidade da greve e deu 72 horas para os professores retornarem as aulas sob pena de multa diária de R$ 150 mil.


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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