Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019

Top model catarinense fala sobre o namoro com técnico de enfermagem indígena do Xingu




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O Alto Xingu fica aninhado no estado brasileiro do Mato Grosso, ao longo das margens do Rio Xingu, bem no coração da floresta amazônica. Trata-se de território indígena, e a mais de 1500 quilômetros de distância da cidade-natal da modelo Aline Weber, em Santa Catarina, mas há tempos estava em sua lista de lugares que queria visitar.

A carreira de Aline, que já dura uma década, a levou para o mundo todo, trabalhando para marcas como Tom Ford e Chloé, mas nenhuma sessão de fotos poderia se comparar à chance de ver o Xingu, principalmente para alguém tão apaixonada pela causa do meio-ambiente e preservação. Ela se aventurou pela primeira vez na região em 2017 e imediatamente quis voltar. No fim do ano passado, uma oportunidade única apareceu – a chance de passar 10 dias vivendo com os locais – e ela limpou a agenda.

Foram mais de 50 horas de viagem de avião, barco e à pé para chegar à vila Amaru, no Xingu. Desde o momento que chegou, Aline se sentiu calorosamente bem-vinda. Como convidada do Pajé Kame, líder religioso da tribo, Aline se viu fazendo um amigo para a vida toda.

“Ele é uma pessoa muito espiritual e gentil, e é possível sentir isso apenas por ficar ao seu lado”, diz Aline, por telefone, falando de sua casa em Nova York. “Fiquei impressionada com suas histórias, como ele era gentil e calmo. Tenho de agradecê-lo por me receber como se fosse parte de sua família”.

Aline testemunhou o Kuarup, o ritual funerário da população indígena do Xingu, e o huca-huca, uma forma folclórica de luta, e ela sentiu receber um gostinho extraordinário de suas tradições lindas e antigas, que ela compartilha nas imagens vistas aqui. “São realmente os reis da floresta [e] o espírito da Terra”, diz Weber. “Sem essa linda cultura, todos nós de certa forma morremos”.

Não há ameaça maior ao modo de vida do Xingu do que o rápido desmatamento que ocorre às suas portas. “Com a mídia social, muitas pessoas podem ter ciência de que há desmatamento no Brasil, já que já há movimentos nesse sentido, mas só é possível ver o tamanho se você estiver lá”, diz Aline, que ficou chocada pela quantidade de terra que foi desmatada. “Ver com seus próprios olhos para entender como tudo está acontecendo e quão rapidamente está acontecendo é uma experiência completamente diferente”.

Depois de alguns minutos no barco, fiquei impressionada. A vista era de tirar o fôlego – uma das mais lindas que já vi na vida. A fauna e flora no rio, o sol tocando a água. Senti que estava no paraíso ou indo a um lugar mágico e desconhecido. A caminho da vila, vi duas capivaras correndo e pulando no rio, e muitos tipos diferentes de pássaros.

As mudanças tiveram impacto na vida das pessoas que vivem perto da bacia do Rio Xingu. Empresas borrifam pesticidas que prejudicam o solo, encabeçando projetos de irrigação que devastam os leitos dos rios, e diminuindo o número de recursos naturais disponíveis para comunidades que contam com eles. Todo esse dano ambiental teve um preço. “Há tantos campos de soja ao redor da área do Alto Xingu que estão destruindo todo o ecossistema”, diz Weber. “Uma das principais fontes de alimento para a população do Xingu é peixe, e há épocas em que não há peixes por conta de todos os pesticidas usados”.

Depois de viajar entre 40 e 50 horas (perdi a conta), estava lá. Cheguei no Alto do Xingu, na vila indígena Amaru. Estava tão feliz que palavras não podem descrever. Estava pronta para começar minha experiência, para conhecer a cultura, conhecer pessoas novas e [experimentar] comidas novas.

Aline espera que o governo aja para proteger a área, que é projetada em forma de reserva. “Os regulamentos não estão sendo seguidos”, diz Aline. “Acho que deveria haver leis mais rigorosas em vigor para que, se você possui terras usadas para agricultura, você tem de cuidar delas de modo que não afete a comunidade indígena. Eles merecem ser respeitados como todas as pessoas”.

Em tempo: quase um ano após a visita, Aline anunciou através de suas redes sociais romance com Pigma Amary, técnico em enfermagem de origem indígena do Alto Xingu, que conheceu durante a visita. "Meu amor sei que este mês fazemos um ano juntos. Quebrando barreiras talvez crenças. Não só por criação mas também por trabalho", escreveu a bela em um post em suas redes sociais. "Você técnico em enfermagem e eu modelo. Trabalhos completamente diferentes. Ainda mais por estarmos em países diferentes oque dificulta tudo mais ainda. Mas saiba que além de qualquer dificuldade ou diferença sempre estarei aqui para você".


Autor: Redação AMZ Noticias


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