Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019

Mato Grosso tem o sexto maior percentual de clientes com inadimplência de todo Brasil




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Mais de 46% da população adulta de Mato Grosso estão inadimplentes, conforme levantamento da Serasa Experian relativo a junho. Com esse volume de adultos – pessoas acima de 18 anos - com dívidas não pagas, o Estado ocupa a sexta posição do ranking nacional e o maior do Centro-Oeste.

Mato Grosso - que representa 1,8% do total de negativados do País - e mais outros 12 estados atingiram em junho percentual acima da média nacional, que fechou o período em 40,5%.

Acima de Mato Grosso (46,3%) estão Roraima, cujo total de devedores atinge 58,1%, na sequencia estão Amapá (52,5%), Amazonas (52%), Acre (50,5%) e o Rio de Janeiro (47,2%). Já Santa Catarina permaneceu em último lugar do ranking, com 32,6% da população acima de 18 anos inadimplente.

Apesar da posição de destaque obtida por Mato Grosso, há estabilização no volume de inadimplentes em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando conforme a Serasa, estavam nessa condição os mesmos 46,3% da população adulta.

PERFIL - A maior parte dos brasileiros inadimplentes tem entre 41 e 50 anos, segundo levantamento da Serasa Experian. São 12,6 milhões de pessoas, ou 20% do montante total daquelas que deixaram de honrar seus compromissos financeiros, segundo dados de junho de 2019. Na sequência dos que têm contas atrasadas e negativadas estão os idosos (9,6 milhões), representando 15% do total. A inadimplência entre este grupo cresceu 3,5 vezes mais do que a da população como um todo entre junho de 2018 e 2019: 9,0% (8,8 milhões para 9,6 milhões) ante 2,6% (61,8 milhões para 63,4 milhões).

O número de 63,4 milhões de inadimplentes no país é o novo recorde da série histórica, iniciada em março de 2016. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 2,5%. Na análise mensal, o crescimento foi de 0,9% em comparação com os 61,7 milhões em junho/19. No total, 40,6% da população adulta brasileira está com contas atrasadas e negativadas.

Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, "o principal motivo para as altas taxas de inadimplência permanece sendo o desemprego entre todas as faixas etárias. Apesar de um pequeno recuo nestas taxas nos últimos quatro meses, isso não significa necessariamente que as pessoas começaram a conseguir pagar suas dívidas em atraso – apenas priorizam as despesas mais básicas, como alimentação e bebidas – pressionadas pela inflação no início de 2019 – e saúde". Com a renda reduzida, uma alternativa que encontram é a busca de um resgate financeiro por meio de seus familiares, que acabam assumindo empréstimos que comprometem a própria renda – motivo pelo qual a população idosa se torna cada vez mais inadimplente.

As dívidas não pagas que tiveram a maior representatividade em junho foram as com Bancos e Cartões, com 29,2%. Mantendo a liderança apresentada durante os seis primeiros meses de 2019, este foi o segmento que mais cresceu em relação ao mês anterior, com um aumento de 0,7 ponto percentual. No comparativo ano a ano, o segmento teve crescimento de 0,9 p.p. Rabi avalia que isso acontece porque as pessoas continuam a tomar crédito para quitar outras dívidas e chegam no ponto em que não conseguem pagar este empréstimo. As contas de Utilities (energia elétrica, água e gás) apresentaram uma queda de 0,5 p.p. quando comparado com maio de 2019, quando o segmento foi o que apresentou o maior crescimento no mês indicado. 


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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