Terca-Feira, 17 de Setembro de 2019

Secretaria de Saúde investiga quatro casos de sarampo em cidades de Mato Grosso




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Os registros de sarampo têm gerado alerta em todo país. Com isso, as autoridades públicas ligadas à área da saúde emitiram recomendação ampliando a indicação da vacina contra a doença para crianças entre 6 e 11 meses.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT) foi notificada sobre a existência de quatro casos suspeitos de sarampo, sendo um de Cuiabá, que foi diagnosticado em Tocantins (TO), um no município de General Carneiro (450 quilômetros, ao sudeste da capital), um em Sorriso (385 quilômetros, ao norte) e o outro de Canarana (630 quilômetros, ao nordeste da capital).

Diante dessas notificações, a Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica do órgão estadual de Saúde informou que tomou todas as medidas de bloqueio da doença, por meio de aplicação da vacina e encaminhou material para exames nos laboratórios competentes, que poderão confirmar ou não as suspeitas. “Todos os três pacientes apresentaram quadro de melhora”, informou por meio da assessoria de imprensa.

A Ses reforçou ainda que recebeu neste ano, do Ministério da Saúde, 265.986 doses de vacina contra o sarampo, além de 233.656 doses para vacinação de rotina e mais 32.330 doses extras para o reforço da vacinação de crianças de seis meses e menores de um ano de idade. “A Ses-MT informa ainda que as doses extras enviadas pelo Governo Federal chegaram nesta semana e já estão sendo distribuídas aos municípios, porém o estado já tinha um estoque de 93.375 doses da vacina prevista pelo calendário de rotina de vacinação, que foi destinado para o início dessa ampliação de público”, destacou.

Preocupado com os casos de sarampo registrados no país, o Ministério da Saúde (MS) começou a enviar as doses da vacina tríplice viral a todos os estados para garantir a dose extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. Para Mato Grosso, foram encaminhadas as mais de 32 mil doses, 10% a mais do público de 29.386 crianças na faixa etária indicada. No total, são 1,6 milhão de doses extras.

Com a medida, o órgão federal trabalha para encerrar essa transmissão do vírus do sarampo com a maior rapidez possível, e assim, recuperar o certificado de eliminação do sarampo no Brasil. “Para isso, a pasta tem atuado de forma integrada com os estados e municípios, para intensificar as ações de cobertura vacinal na rotina, além das vacinações de reforço nas crianças, que é a faixa etária com maior risco para complicação em decorrência da doença, e de bloqueio”, ressaltou, por meio da assessoria de imprensa, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

Conforme o MS, só para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo, vão ser destinadas, 960.907 mil doses. Desse total, 56% já foi enviado para o estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos e que acaba de registrar o 1º óbito pela doença neste ano. Essa confirmação consta no boletim epidemiológico de sarampo divulgado, na quarta-feira (28), pelo órgão federal de Saúde. A vítima foi um homem de 42 anos, que não tinha recebido nenhuma dose da vacina ao longo da vida, e tinha histórico de comorbidade. Nesta faixa etária, a pessoa deve ter pelo menos uma dose da vacina.

De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, o Brasil registrou, nos últimos 90 dias, entre 02 de junho a 24 de agosto de 2019, 2.331 casos confirmados de sarampo, em 13 estados, sendo a maioria, em São Paulo (2.299), seguido do Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4), entre outros. O coeficiente de incidência da doença foi de 5% por 100.000 habitantes.

Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba. A vacina é a principal forma de prevenção do sarampo. “É importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança”, alertou.

Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

RECURSO – Anteontem (29), o Ministério da Saúde informou que irá liberar nos próximos meses R$ 44,2 milhões para que municípios, com até 100 mil habitantes, possam adquirir câmaras frias e, com isso, ampliar, com segurança, a estrutura para armazenamento das vacinas e imunobiológicos. A medida foi pactuada durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que é a instância de discussão e deliberação entre os governos federal, estaduais e municipais.

Do total, R$ 950.950,00 são para Mato Grosso. Além do número de habitantes, o município precisa ter implantado o sistema de informação nominal do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Outro requisito é que a cidade ainda não esteja equipada com câmara refrigerada. A medida visa garantir a qualidade dos imunobiológicos ofertados à população e a execução da Política Nacional de Imunizações dentro do padrão de qualidade e segurança do SUS.


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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