Sábado, 19 de Outubro de 2019

Mato Grosso reforça interesse em parceria com países europeus para projetos ambientais




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Principal fonte de recursos internacionais, o Fundo Amazônia conta com uma captação de recurso da ordem de R$ 3 bilhões em doações, mas está paralisado desde que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou a intenção de alterar seu funcionamento e destinar recursos para indenizar proprietários de terras. Maiores doadores, Noruega e Alemanha discordam das intenções do governo federal e suspenderam o financiamento de ações de conservação para a região.

Ontem, em reunião com os embaixadores de quatro países da Europa, em Brasília, o governador de Mato Grosso Mauro Mendes afirmou que o Estado tem interesse em firmar parcerias diretamente com os países que eles representam. “Nós conversamos objetivamente com os embaixadores. O mundo tem interesse que façamos a preservação e, nós, temos interesse que o mundo colabore com a Amazônia para que isso aconteça. Além de preservar, nós queremos construir alternativa de desenvolvimento econômico para toda a nossa população”, disse Mendes.

A agenda é conjunta com os governadores da Amazônia Legal, que foram convidados pelos embaixadores da Alemanha, Noruega, Reino Unido e França para apresentar as ações já realizadas nos estados contra o desmatamento ilegal e as queimadas. A primeira reunião do dia foi com os embaixadores da Noruega, Nils Martin Gunneng, Reino Unido, Vijay Rangarajan, e Alemanha, Georg Witschel.

Segundo a assessoria do governo do Estado, os embaixadores deixaram claro que o objetivo é saber de que forma eles podem colaborar com as ações. "Nós não queremos apenas preservar, mas também precisamos desenvolver a região. Temos muitos investimentos aqui. Queremos saber como podemos ajudar nesse desafio de preservar o meio ambiente, pois o Brasil é um parceiro chave", afiançou Nils Gumeng, da Noruega.

Ao ser indagado pela imprensa sobre a possibilidade da criação de um novo fundo, Mendes apontou que isto exigiria “mecanismos longos e complexos”. “Como já existe o Fundo da Amazônia é importante reconhecer que seria mais rápido se colocar dinheiro no Fundo da Amazônia para que este dinheiro cheque os estados brasileiros e as realidades das pessoas que vivem lá. Agora, a maior lição de casa é fazer o fundo funcionar e o dinheiro chegar efetivamente para produzir o resultado para o qual foi concebido”, frisou.

De acordo com a imprensa nacional, ainda ontem, o secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Mike Pompeo, reforçou a intenção de criar um fundo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 404 milhões) para a conservação da biodiversidade na Amazônia. O fundo terá um prazo de 11 anos e seria liderado pelo setor privado. A promessa de criar o fundo foi anunciada em março deste ano, quando o presidente Jair Bolsonaro esteve em Washington, em uma visita a Donald Trump.

Ainda durante a reunião, Mendes destacou as ações realizadas no estado para combate as queimadas e a meta de desmatamento ilegal zero para os próximos anos. O governador relatou sobre o trabalho realizado para acelerar as análises do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na aquisição de sistema de monitoramento em tempo integral, o Imagens Planet, em parceria com o banco alemão KFW. O governador ainda questionou os embaixadores se eles pretendem aumentar os valores investidos nesse setor e também compensar os proprietários rurais para que eles também não desmatem as áreas permitidas.

"Estamos trabalhando muito e com metas audaciosas para manter a floresta em pé. Mas, o mundo precisa nos ajudar a compensar isso", cobrou. Participaram da reunião representantes dos governos do Amazonas, Amapá, Roraima, Pará, Rondônia, Acre, Maranhão e Tocantins.

COMBATE - Para combater os incêndios, estão sendo usados 87 veículos, dois aviões, um helicóptero e 1.327 combatentes, se revezando entre 350 e 400 homens por dia, em Mato Grosso. Além disso, o monitoramento das queimadas e do desmatamento passou a ser feito quase que em tempo real com a aquisição da ferramenta Imagens Planet, que emite alertas ao Estado, indicando os locais exatos em que os eventos ocorrem a partir de 1 hectare de desmate.

O governo ainda prorrogou o prazo de proibição de queimadas na zona rural e suspendeu novas autorizações para desmate, decretando também situação de emergência, de modo a dar mais agilidade no combate a estes crimes. Até o momento, durante o período proibitivo, já foram feitas 39 apreensões, oito conduções de infratores, 103 autos de infração e fiscalização de 104 pontos, com a autuação total de mais de 30,6 mil hectares. Além disso, foram aplicados mais de R$ 146 milhões em multas aos infratores.


Autor: Redação AMZ Noticias


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