Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019

População das cidades de Mato Grosso enfrenta déficit de 100 mil moradias




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O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac-MT), Gustavo Nascimento, afirmou que o setor de materiais de construção civil gera em torno de 50 empregos em apenas uma obra e que o cenário é promissor, aquecendo a economia e gerando empregos do estado. Gustavo foi o entrevistado do quadro Papo das Seis nesta segunda-feira (7).

Atualmente, o estado tem um déficit de 100 mil moradias e, na avaliação dele, o setor está aquecido e deve continuar gerando empregos e ajudar na recuperação da economia. Segundo o presidente da Acomac, há muitos imóveis em oferta e casas para ser reformadas e construídas.

De acordo com Gustavo, o segmento de varejo e atacado da construção civil é um setor estratégico para qualquer estado ou país. Este setor é um termômetro de evolução. Este ano, o estado começou em alta no segmento, passando por algumas oscilações, mas continua bem.

Ele ainda disse que o acúmulo de crescimento é de 4,5 pontos no ano. A estatística é próxima ao que se vê no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Afirma que o segmento tem contribuído bastante para a economia de Mato Grosso.

Sobre a cadeia de produção e geração de emprego na construção civil e a venda de materiais para construção, o presidente da Associação explicou que este setor oferece empregos, principalmente indiretos e de uma forma progressiva, o que, segundo ele, é significativo para movimentar a economia.

“Se uma pessoa compra um chuveiro, ela precisa contratar um eletricista. Se compra um piso, precisa contratar um pedreiro, se compra um cano, precisa de um encanador. Se for fazer um comparativo, uma obra de de 400 metros quadrados, não passa por lá menos que 50 profissionais para construir o imóvel”, explicou.

Gustavo ainda disse que a instituição tem se movimentado para fazer a capacitação dos lojistas. Há uma parceria com bancos e financiadores para fomentar o setor da construção civil, tendo em vista que os loteamentos para construção de moradia têm aumentado nos municípios, oportunidades no mercado, os juros atrativos e muitas ofertas de imóveis.

As contratações para o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, caíram cerca de 80%, o que isso prejudicaria o setor e para o consumidor. Ele explicou que todo investimento no segmento da construção civil reflete no setor da venda, atacado e varejo, dos materiais para construção.

A Acomac apresentou à Prefeitura de Cuiabá uma proposta para a liberação de alvará de construção em 30 minutos, entretanto para empreendimento de baixo impacto. A emissão do alvará chega a demorar um ano, o que atrapalha novos investimentos e encarece o custo das obras.

Segundo Gustavo, o projeto beneficiaria as construções de até 700 metros quadrados, colocando a responsabilidade total aos arquitetos e engenheiros da obra, portanto tiraria a chancela do município. A fiscalização continuaria a mesma, mas as obras avançariam mais rápido.


Autor: Redação AMZ Noticias


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