Segunda-Feira, 06 de Julho de 2020

Governadores admitem ameaça à Amazônia e firmam compromisso com Vaticano




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Os governadores da Pan-Amazônia admitiram em reunião nesta segunda-feira (28), no Vaticano, que a floresta está ameaçada e firmaram um compromisso de não desmatamento aos líderes católicos.

Os países que têm a Floresta Amazônica em seus territórios integram a região conhecida como Pan-Amazônia. São eles: Brasil, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Venezuela, Guianas e Suriname.

O governador do Amapá, Antônio Waldez Góes, participa da cúpula e afirmou que o Vaticano demostrou extrema preocupação com a preservação da Amazônia, tanto que chegou a anunciar a criação de um órgão, após o Sínodo dos Bispos, para cuidar das relações da igreja com a floresta.

Para Waldez, a iniciativa demonstra o interesse do Vaticano no combate às queimadas na região. “Isso demonstra que realmente eles estão mobilizados. Ouvimos de algumas lideranças, como cardeais e bispos, que a Amazônia terá uma outra realidade pós-Sínodo”, afirma.

Além de Waldez Góes, participam da cúpula os governadores Helder Barbalho, do Pará, e Wilson Miranda, do Amazonas. O governador do Maranhão, Flávio Dino, apesar de o estado também integrar a Amazônia Legal, é o representante da região Centro-Oeste. Wellington Dias, governador do Piauí, representou o consórcio do Nordeste.

Também fazem parte do encontro os políticos Franciso Antonio Torres, Juan Manuel Cornelio e Pedro Bogarin Vargas, governadores das províncias de Ucayali, Huánuco e San Martin, no Peru. Membros de Organizações Não Governamentais, como a Conservação Internacional, participam do encontro com os representantes católicos. Em tom de crítica às declarações do governo federal sobre ONGs, Antônio Waldez exaltou a participação dessas organizações na reunião.

“É impressionante o nível de conhecimento, de abordagens, de informações que eles têm. Capacidade de reunir informações e transmitir preocupações para a gente com dados, com conhecimento. Isso é importante de se valorizar. Às vezes é feito um discurso de desvalorização de ONGs e é preciso ter muito cuidado, especialmente no atual momento em que precisamos unir forças”, diz.

Cooperação Internacional - No compromisso firmado, ao qual o blog teve acesso, os governadores explicam ser “necessário ampliar a cooperação internacional por parte de todos que queiram, verdadeiramente, mudar o atual modelo de produção de consumo, que nos conduziu à crise climática mundial”.

“A cooperação internacional deve estar baseada no reconhecimento e respeito à soberania dos países pan-amazônicos, ao tempo em que registramos que isso não deve servir de escudo para que os governos não cumpram suas obrigações de proteger os direitos humanos e preservar a natureza”, dizem os governadores no documento.

Em outro trecho do compromisso, os governadores pan-amazônicos reconhecem que reverter a situação atual da Amazônia requer atitudes também dos representantes das áreas afetadas. “Reconhecemos que a Amazônia está ameaçada. Reverter essa situação requer ações de cooperação bem articuladas entre si, assim como o empoderamento dos governos subnacionais pan-amazônicos e de organizações e iniciativas em que participam”, afirmam os governadores. As reuniões da cúpula pan-amazônica com o Vaticano terminam nesta terça-feira (29) com uma missa ao meio dia.


Autor: Redação AMZ Noticias


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