Quarta-Feira, 14 de Abril de 2021

Com preço em alta, coletores intensificam colheita do pequi em cidades do Araguaia




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Cada vez mais presente na culinária do Centro Oeste Brasileiro, sendo fruta de extração de óleo, já sendo vendido para outros países, o pequi já faz parte da economia dos municípios do Médio Araguaia. A safra de 2019, que vai até dezembro, começou e o preço da caixa de 30kgs (com a casca) está em torno de R$ 35,00 em Canarana.

Em Ribeirão Cascalheira, maior produtor regional, a caixa começou sendo comercializada a R$ 30,00. Em 2018, a caixa da fruta estava sendo comercializada entre R$ 25,00 e R$ 30,00, e em 2017, em torno de R$ 20,00. A alta no preço na safra atual se dá pela diminuição da oferta.

O produtor Édemo Correa, que cultiva em torno de 9.000 pequizeiros (8 mil produzindo) em 40 hectares no sítio Água Limpa, no município de Canarana – MT e é referência nacional na produção de Pequi, demonstra a queda de produção, com a situação de sua propriedade:  “Na nossa região, a produção de pequi este ano está sendo baixa. Em um ano bom, nessa época, teríamos de 15 a 18 pessoas trabalhando, catando, colhendo, carregando pequi. Este ano, temos apenas 6 pessoas”, afirma o produtor.

Essa diminuição, segundo os produtores, se dá pela junção de vários fatores. Em 2018 houve uma supersafra, com produção acima da média, deixando o solo com menos nutrientes. As plantas, mesmo com adubação paliativa, necessitam de um tempo para recuperação. Para Édemo, outro fator que influenciou a baixa produção foi o clima: “O clima e as chuvas foram atípicas neste ano. Bem irregular até agora. Assim, nós planejamos produzir somente em torno de 40% do que produzimos na safra passada”. Em um ano de boa safra, Édemo Correa colhe mais de 50 toneladas.

A produção de pequi está atrasada nesta safra. Em torno do dia 15 de outubro de cada ano, os pequis já começavam a “cair” do pé, evidenciando o início da colheita. Esse início, em 2019 ainda não ocorreu de maneira uniforme. O pequi é uma árvore da família das cariocaráceas nativa do cerrado brasileiro. É consumido principalmente nos estados de Goiás, MInas Gerais, Tocantins e Mato Grosso. Na região, além da variedade mais conhecida, com espinhos no centro da fruta, ainda há outras variedades, inclusive sem a presença dos espinhos, outras alternando tonalidades e tamanhos.

O município de Ribeirão Cascalheira é o maior produtor de pequi do Médio Araguaia, cultivando, entre plantações e áreas de extrativismo, mais de 15.600 pés da fruta. A informação é da Empaer (Empresa Mato Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural). Segundo o técnico da empresa em Ribeirão Cascalheira, Carlos Alberto Quintino, a caixa iniciou novembro sendo comercializada em torno de R$ 30,00.

Um levantamento feito pela Empaer no município, em cada propriedade rural, evidenciou que ainda existem outras 11.900 árvores da fruta à produzir, que ainda não atingiram a maturidade produtiva, o que deve aumentar a oferta futura. Parte da produção é consumida na região do Médio Vale e parte é escoada para outros estados brasileiros.


Autor: AMZ Noticias com AGRNotícias


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