Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2020

Resultados parciais mostram que o projeto Araguaia Cidadão realizou mais de 26 mil atendimentos




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Terminados os trabalhos da segunda etapa do Araguaia Cidadão, chegou a hora de prestar contas. Durante a realização da expedição foram realizados 26.215 atendimentos à população das cidades de Santa Terezinha, Luciara, São Félix do Araguaia, Novo Santo Antônio e Cocalinho. Somados a esses valores foram doadas 4,6 toneladas de roupas, 2.000 mil mudas de plantas e realizados casamentos sociais de 41 casais.

A expedição foi realizada entre os dias 4 e 16 de novembro, sendo que, desse total, cinco dias foram de efetivo atendimento ao público e os demais de deslocamento entre as cidades, que possuem difícil acesso. Nesses dias foram percorridos 5 mil quilômetros, enfrentadas chuvas, travessia de balsa, atoleiros e trajetos com pouca segurança, tudo para levar atendimento a quem mais precisa.

Os resultados ainda são parciais e podem sofrer alterações. De acordo com o juiz e coordenador-geral do Araguaia Cidadão, José Antonio Bezerra, o resultado é significativo e fruto de um trabalho que começou muito antes da viagem a fim de garantir que os resultados sejam exitosos. “Antes da realização da expedição, nós viemos até essas cidades para formar parcerias, verificar as estradas, e conversar com prefeituras, câmaras, sociedade organizada e também com a população para explicar o que é o Araguaia Cidadão e o que cada parceiro faria durante o evento. A cada conversa, percebemos a responsabilidade e a necessidade de levar esses serviços até essas comunidades”.

Quanto ao sucesso do evento, o magistrado registra que foi consolidado pelo comprometimento de todos os parceiros presentes. “Devemos muito desse sucesso ao apoio que recebemos do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha. As ideias dele, quanto ao Araguaia Cidadão, tornaram o projeto um caminho sem volta. E acredito que a participação e a entrega de todos os parceiros que acreditaram no projeto mostra que é possível fazer desde que cada um saia da própria zona de conforto. Fico emocionado ao me lembrar dessa equipe tão guerreira, tão comprometida e entregue aos trabalhos”.

Um dos parceiros do evento foi a Defensoria Pública do Estado, representada pelo defensor Joaquim José Abnader da Silva. Ele ressalta a satisfação de participar da expedição e poder levar atendimento a comunidades tão carentes às que foram visitadas. “Esses dias foram gratificantes porque a gente vê todos os parceiros do projeto se empenhando para ajudar a sanar as dificuldades da população. Quando o ser humano quer ajudar o próximo sempre há espaço para melhorar, e foi o que aconteceu. Ele afirma ainda que os parceiros estaduais, privados e municipais transformaram o evento em um verdadeiro acontecimento na cidade ao levar ajuda e superar todas as dificuldades que surgiram durante o trajeto”.

Rosane Polzl, servidora do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), ofertou atividades abordando educação para o trânsito de forma lúdicas para as crianças que acompanhavam os pais nos atendimentos. Ela ressalta que, juntamente com a boneca articulada Dona Faixa, teve a satisfação de “ajudar os pais e repassar informações importantes como pedestres, passageiros e ciclistas que são”. Polzl acrescenta ainda que o trabalho é extremamente gratificante por poder alcançar essas crianças ofertando informação.

O capitão-tenente Jaecy Fonseca de Medeiros, agente fluvial de São Félix do Araguaia, ressaltou a importância do mutirão para emissão de documentos e a para que pessoas humildes recebessem orientações adequadas a fim de resolver diversos assuntos em um só lugar.

“Ao todo, a Marinha realizou 210 atendimentos e, pelo contato que tivemos com as comunidades, verificamos a necessidade de realizações de cursos profissionalizantes para aquaviários, os quais já foram inseridos na programação para 2020. A realização do trabalho de conscientização sobre a importância do uso de coletes salva-vidas, o qual foi muito bem recebido por várias crianças; e também de desenvolvimento da consciência ambiental, ao ver mais de 80 pessoas mobilizadas recolhendo lixo do Rio Araguaia, incluindo-se às margens de Aldeias Indígenas, foi um ganho imensurável”.

A escritora Erotildes Milhomen, que mora em São Félix do Araguaia, conta que foi a primeira pessoa que nasceu em Luciara e, por isso, aproveitou a oportunidade da passagem da expedição pela cidade para lançar o livro ‘Dicionário da Língua Popular Regional do Araguaia’. “Aproveitei que o evento aqui em Luciara, porque sabia que reuniria muitas pessoas da cidade e lancei o Dicionário de Significados do Araguaia. Essa é uma ocasião especial, pois a comunidade estava aguardando ansiosa pela chegada desses serviços.” Um total de 60 parceiros contribuíram com a realização do evento.

 


Autor: Redação AMZ Noticias


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