Terca-Feira, 26 de Maio de 2020

Kátia Abreu deve deixar o PDT e já estaria de malas prontas para se filiar no Progressistas




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A senadora Kátia Abreu está de malas prontas para se mudar para o Progressistas. A definição deve ocorrer ainda na noite desta terça, 2, ou no máximo nesta quarta-feira, 3. A filiação dela já está sacramentada pela executiva nacional do partido, mas os detalhes ainda estão sendo discutidos.

A ida de Kátia para o Progressistas não tem qualquer relação com o Tocantins, mas com o painel do Senado. O partido conta com seis senadores e está perdendo Vanderlan Cardoso (GO), por conta de divergências na política goiana. Assim, como precisa manter seu quadro de seis representantes para a definição da presidência das comissões da Casa, a sigla não pode perder membros neste momento.

A questão que se debate é se Kátia já entra no comando do Progressistas do Tocantins, ou se assumiria mais à frente. A princípio, ela seria a presidente. Mas há um risco de desmobilização do partido no Estado, já que faltam apenas 30 dias para o fim do prazo das filiações e os pré-candidatos que se sentirem inseguros com essa mudança repentina na cúpula podem deixar a legenda.Assim, um grupo de deputados federais ligados ao atual presidente e também ex-deputado, Lázaro Botelho, defende que ele permaneça à frente do partido no Tocantins e após as eleições passaria o comando a Kátia.

Lázaro se elegeu três vezes pelo ex-PP para a Câmara (2006-2010-2014). Em 2018 não conseguiu retornar à Casa, mas ficou na suplência com 40.270 votos. O ex-parlamentar foi chamado a Brasília nesta quarta para uma reunião com a direção nacional da legenda. Com Kátia no Progressistas, quem perde é o Palácio Araguaia, uma vez que a senadora está afastada do governo do Estado, que tem no partido um dos seus principais aliados. É uma perda significativa num ano eleitoral, já que o ex-PP tem um dos maiores tempos de rádio e TV e também de fundo eleitoral.

O Progressistas é quinto partido de Kátia em 18 anos. Ela foi eleita deputada federal em 2002 pelo então PFL, partido pelo qual chegou ao Senado em 2006. Depois deixou o já Democratas (DEM) para fundar o PSD, com o ex-ministro das Cidades Gilberto Kassab. Ao se aliar à ex-presidente Dilma Roussef, Kátia se filiou ao MDB, e por ele se reelegeu para o Senado em 2014. Em abril de 2018, a parlamentar ingressou no PDT, disputando pelo partido o governo do Tocantins na eleição suplementar daquele ano e a vice-presidência da República na chapa do também pedetista Ciro Gomes.

Kátia se desentendeu com o PDT na votação da reforma da Previdência no ano passado. A senadora votou a favor da proposta do governo do presidente Jair Bolsonaro. Antes da votação em segundo turno, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, chegou a ameaçar levar a senadora para comissão de ética do PDT. Ela, no entanto, não cedeu à pressão e manteve o voto favorável ao texto aprovado pelo Senado.


Autor: AMZ Noticias com Cleber Toledo


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