Quinta-Feira, 06 de Agosto de 2020

Levantamento aponta que Cuiabá tem um dos piores cenários em ocupação de UTI do Brasil




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A situação da ocupação de leitos por pacientes com coronavírus em Cuiabá é considerada "crítica". Nas capitais do Centro-Oeste onde o avanço da Covid-19 começa a pressionar a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Cuiabá enfrenta o cenário mais grave, com 97,5% dos leitos ocupados.

A cidade foi classificada com risco "muito alto" no último boletim epidemiológico do Estado, divulgado no começo da semana. A Prefeitura chegou a criar barreiras sanitárias, onde foram abordadas mais de 20 mil pessoas nos últimos seis dias.

Dados levantados pelo consórcio nacional de imprensa (G1, O Globo, Extra, Folha de São Paulo, UOL e O Estado de São Paulo) aponta que o avanço da Covid-19 nos estados do Sul e Centro-Oeste do país começa a pressionar a ocupação de leitos de UTI ) para pacientes graves com o novo coronavírus nessas regiões.

Ainda no Centro-Oeste, Goiânia também registra avanço da doença e atingiu a marca de 81% dos leitos para pacientes graves ocupados, nesta semana. Campo Grande segue como a exceção na região: a taxa de ocupação dos leitos de UTI, que girava em torno de 16% na semana passada, cresceu para 24%. Ao todo, dez capitais registraram um índice acima de 80%.

Os piores cenários foram registrados em Cuiabá, Florianópolis, Curitiba e Natal, com índices acima de 90%. Porto Alegre, Goiânia, Vitória, Belo Horizonte, Aracaju e Rio Branco completam o rol das capitais com situação crítica.

Das dez capitais com maior taxa de ocupação de vagas de UTI, quatro chegaram a abrir parte das atividades econômicas e tiveram que voltar atrás diante ao avanço da Covid-19, caso de Cuiabá, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis. A ocupação de leitos no Sul e no Centro-Oeste reforçam a percepção de que as regiões podem virar epicentro da Covid-19.

Um estudo na Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que a taxa de transmissibilidade da doença está em ascensão nas duas regiões desde junho. Em Porto Alegre, a ocupação das UTIs chegou a 85,7%. O número de pacientes internados em terapia intensiva cresceu de 138 para 219 entre 30 de junho e 13 de julho.

Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mostra que o pico da Covid-19 em Porto Alegre deve ser no final de agosto, quando 300 pessoas devem estar internadas em UTI e 200, precisando de respiradores.

Em Santa Catarina, o aumento de casos fez o governador Carlos Moisés (PSL) reforçar a orientação para o isolamento social. Em Florianópolis, a ocupação chegou a 92,7%. O cenário é semelhante em Curitiba, onde a pressão sobre o sistema de saúde vem crescendo há três semanas.

Mesmo com aumento de 42 novas UTIs, a capital paranaense registrou uma ocupação de 91% dos leitos para pacientes graves. Em todo o estado do Paraná, o percentual de UTIs ocupadas passou de 66% para 68% mesmo com o incremento de vagas. O estado ultrapassou recentemente a marca de 1.000 mortes pela doença.


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiaba


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