Quarta-Feira, 14 de Abril de 2021

Chegada do verão alerta para prevenção e combate à leishmaniose nos pets de Mato Grosso




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 As altas temperaturas e dias ensolarados proporcionados pelo verão traz alertas importantes, principalmente para moradores de Mato Grosso, região endêmica: a prevenção e o combate à leishmaniose, zoonose que é considerada uma das doenças mais graves do mundo.

Resultado disso são os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que mostram que o Brasil representa em torno de 96% dos casos de Leishmaniose nas Américas. Com isso, Silvana Badra, médica-veterinária e gerente de produtos pet da MSD Saúde Animal, dá dicas importantes de como não fazer parte dessa estatística.

A médica-veterinária conta que a transmissão acontece a partir da picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis - o principal vetor) infectado pelo protozoário Leishmania chagasi.

"O cachorro é o principal reservatório do protozoário, mas é importante lembrar que ele não transmite a doença diretamente aos humanos, mas sim por meio do mosquito vetor. O mosquito pode picar o animal infectado e, em seguida, as pessoas - e isso dá início ao ciclo de transmissão, por isso é importante proteger o animal, o que, consequentemente, significa cuidar de toda a família", explica.

Como prevenir? De acordo com a médica-veterinária, não tem segredo, já que a melhor forma de prevenção é seguir as medidas para o controle da leishmaniose, como o uso da coleira antiparasitária e repelente e manter a vacinação do animal em dia. "Claro que é essencial também fazer a lição de casa, como manter a casa limpa e utilizar telas de proteção, principalmente no local em que o pet fica", alerta Silvana.

Como identificar e tratar? Os primeiros sintomas podem ser observados por problemas dermatológicos no cachorro, como pelagem falha e opaca; perda de pelo nas regiões do focinho, orelha e olhos; falta de apetite; sangramento nasal; anemia; apatia; vômitos e diarreia.

"O diagnóstico, muitas vezes, não deve ser baseado em um único exame e o médico-veterinário é o único profissional habilitado a fazê-lo, bem como a indicar terapia e cuidados preventivos adequados", reforça a especialista. "A visita periódica à clínica veterinária é essencial, já que muitos cães podem estar infectados pelo protozoário e o tutor não perceber", completa.

Se seu animal for diagnosticado com leishmaniose, não entre em pânico! A doença pode ser tratada com a administração de medicamentos que tratam os sintomas e reduzem as chances de transmissão do parasita a outros animais e humanos.

Dica da veterinária -  Silvana ressalta que, apesar de haver tratamento, é muito melhor prevenir do que remediar pois o tratamento exige um alto investimento financeiro e não traz a cura - apenas melhora os sintomas e diminui a carga parasitária. Então fique atento às medidas preventivas e cuide do seu cachorro, para que toda a família também fique protegida.


Autor: AMZ Noticias com Meu Bicho e Eu


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