Quarta-Feira, 21 de Abril de 2021

Numeros mostram crescimento dos crimes de extorsão em Mato Grosso após troca de 'nudes'




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Depois de adicionar uma mulher em sua página no Facebook, Luiz Gustavo – nome fictício –, 39 anos, não imaginaria que em menos de uma semana teria que procurar a polícia para denunciar que estava sendo vítima de extorsão.

Tudo aconteceu após ele ter uma conversa de cunho sexual com a suposta mulher e trocar fotos íntimas com ela, que ganha munição para iniciar o golpe de extorsão.

A reportagem do  conversou com o delegado Ruy Guilherme Peral, que está titular da Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Polícia Civil. Ele contou que esse tipo de crime vem se popularizando nas redes sociais e destacou que, apesar de muitas vítimas serem homens, o golpe pode acontecer também com mulheres.

No caso específico de Luiz Gustavo, após a conversa com a mulher, ele começou a receber ligações de um número de Santa Catarina. Em uma das ligações, um homem dizia ser delegado daquele estado. Narrava que Luiz foi denunciado pelo pai da suposta mulher, que era menor de idade, após encontrar a conversa dos dois no celular dela, bem como as fotos íntimas dele.

Para não ser denunciado pelo crime de pedofilia, um suposto delegado, que também faz parte da rede do golpe, cobra um valor de R$ 5 mil para que o inquérito policial não seja instaurado. O golpista ainda passa uma conta para onde o valor deve ser transferido. 

“É assim que os golpistas atuam. Eles se apropriam de um perfil fake – falso, buscam as vítimas e as atraem com o teor sexual, muitas vezes chegam até a manter relacionamentos virtuais e aí é que está o perigo, pois as vítimas acabam se envolvendo, enviando fotos, vídeos, mas sem saber, de fato, quem está por trás e o interesse daquilo”, destacou o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso.

Desde o ano passado, a reportagem vem divulgando vários casos de vítimas de extorsão nessa modalidade. Em alguns deles, as vítimas relataram que os golpistas afirmaram que, caso o dinheiro não fosse depositado, as fotos das vítimas seriam espalhadas com a mensagem de que eles eram pedófilos.

Para o delegado Ruy, nesse momento de ameaça, é importante manter a calma, não bloquear e excluir os contatos dos golpistas e salvar todo o material que possa ser usado como provas – conversas. Outra dica do delegado é para que a vítima colha o maior número de informações possíveis dos golpistas.

“Assim que a vítima perceber que caiu em um golpe, tente não entrar em pânico. Tenha jogo de cintura, seja sutil e tente conseguir o maior número de informações possíveis sobre o golpista, que possam ajudar na investigação policial e na identificação do criminoso”, orienta.

Para o delegado, o mais importante é não depositar nenhum valor pedido pelos bandidos. Mas, caso isso aconteça, é necessário entrar em contato com a gerência do banco o mais rápido possível para bloquear a operação. Também explica que é necessário registrar o caso em uma delegacia.“Não há nenhuma garantia de que a pessoa vá espalhar as fotos, então, a vítima tem que manter a calma e coletar as informações. Copiar as páginas, conversas e buscar a polícia”.


Autor: Redação AMZ Noticias


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