Sábado, 17 de Abril de 2021

Deputado acusa Energisa de aumentar lucro "140 vezes" em cima de clientes em Mato Grosso




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O deputado Faissal Calil (PV) apresentou em suas redes sociais um vídeo onde detalha a manobra contábil feita pela Energisa para poder justificar junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um reajuste maior nas tarifas. Segundo o parlamentar, a empresa apresentou grandes lucros em praticamente todos os anos, com exceção do ano de 2017, justamente o usado pela autarquia federal para a revisão tarifária periódica.

A Aneel faz esse ajuste a cada cinco anos, onde a agência aplica, além do reajuste inflacionário, uma porcentagem de aumento baseada nos investimentos feitos pela empresa em infraestrutura, ativos, além do lucro aferido. Este último quesito foi justamente o que permitiu a manobra efetuada pela Energisa.

Para efeitos de comparação, a Energisa obteve grandes lucros em 2014 (R$ 104 milhões), 2015 (R$ 45 milhões) e 2016 (R$ 120 milhões).  Em 2017, ano utilizado pela Aneel para os cálculos da revisão tarifária periódica, a empresa teve superávit de apenas R$ 4,8 milhões, obtendo uma queda expressiva em seus ganhos.

Nos anos seguintes, entretanto, a concessionária voltou a ter ganhos expressivos, passando para R$ 426 milhões em 2018, R$ 594 milhões em 2019 e R$ 678 milhões em 2020. “A estratégia deu tão certo que após a manobra, a Energisa obteve lucros recordes nos três anos seguintes.

Nem Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo conseguiu multiplicar tanto seus ganhos em tão pouco tempo. O aumento nos lucros foi de mais de 140 vezes em apenas três anos. É um absurdo e quem paga essa conta é o consumidor de Mato Grosso, que paga uma das tarifas mais caras de todo Brasil”, afirmou Faissal.

O deputado aponta ainda que o Estado é um dos que mais produz energia no país e tem apenas 1,4 milhão de unidades consumidoras. O deputado, inclusive, esteve recentemente em Brasília, na sede da Aneel, para tentar sensibilizar a diretoria colegiada da entidade a não conceder o reajuste previsto para abril.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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