Sábado, 19 de Setembro de 2020

MT descobre o Mapa da Mina, mineração no Norte Araguaia é nova alternativa de renda




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O setor de mineração tem vários motivos para comemorar o sucesso em 2011. De acordo com o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, além do lançamento de dois projetos, também foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que tem como objetivo regularizar a atividade de exploração de minérios garimpáveis em assentamentos rurais.

O Governo do Estado, por meio da Sicme, lançou em outubro os Projetos NW/NE, mapeamento geológico das Folhas do Rio Guariba, Rio Aripuanã, Porto dos Gaúchos, Comandante Fontoura e São José do Xingu e do Fosfato de Mato Grosso, Áreas Araras, Serra do Caeté e Planalto da Serra. Estes estudos foram realizados entre 2003 e 2011. “Esse levantamento é tão importante quanto as estradas, hospitais e a educação”, explica o presidente da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto. Para a CPRM Mato Grosso já teve um desenvolvimento imenso no período da pesquisa e vai viver, segundo as projeções, uma virada no setor mineral.

Os dados atualizados e precisos das informações são apontados também pelo superintendente regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Mato Grosso, Jocy Gonçalo de Miranda como fundamentais para atrair investimentos. “As empresas requerem áreas para pesquisas. Elas têm três anos para realizar o trabalho e depois precisam viabilizar a exploração. Como é com o ferro em Juína e o Manganês, em Juara, que dependem de hidrovia e ferrovia para o transporte”.

PROJETO FOSFATO EM ANDAMENTO

Em termos de Brasil, Mato Grosso está dando o primeiro passo, começando nos prospectos de fosfato. Com relação aos teores de Fosfato encontrados na Serra do Caeté estão entre 9% e 10% de foaforo (P2O5). A Bemisa – Brasil Exploração Mineral S.A (GME4) responsável pela sondagem da área - já realizou 37 furos, totalizando 2 mil metros de perfuração. As amostras servirão para estudos sobre a caracterização tecnológica e nível de concentração de fosfato. “O minério encontrado está em torno de 3,5% de P2O5 e precisa estar concentrado em torno de 30%, que é o utilizado em indústrias de fertilizantes. As amostras do minério de fosfato estão na Universidade de Ouro Preto, onde estão sendo feitos os testes tecnológicos e o resultado deve sair no final de novembro”, disse Washington Rydz Rebouças Santana, diretor de exploração da Bemisa.

Dos 11 requerimentos, a empresa tem 4 Alvarás (de áreas) para pesquisa, os demais estão em análise no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

 

ASSINATURA DO TAC BENEFICIA GARIMPEIROS

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em setembro, tem o objetivo de regularizar a atividade de exploração de minérios garimpáveis em assentamentos rurais do Estado. Com o TAC assinado, 262 áreas de garimpo estão sendo legalizadas no Estado, sendo 62 em Peixoto de Azevedo e 200 em várias outras regiões de Mato Grosso.

Segundo o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, em 2011 também foi assinado um Termo de Cooperação do Governo do Estado, no valor de R$ 100 mil para desenvolver tecnologia e capacitação técnica para exploração de minérios. "As atividades já estão sendo realizadas em Peixoto de Azevedo. Também serão liberados recursos para a recuperação de áreas degradadas, no valor de R$ 500 mil para Peixoto e R$ 250 mil para Nova Bandeirantes".


Autor: JornaldaNoticia / Elaine Perassoli


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