Quinta-Feira, 29 de Julho de 2021

Alta carga tributária trava o desenvolvimento e emperra investimentos em Mato Grosso




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A Fecomércio/MT está mobilizada em combater a alta carga tributária incidente em Mato Grosso. Alíquotas aplicadas sobre insumos essenciais às empresas, como energia elétrica e diesel, são, conforme a entidade um dos maiores desafios que a classe empresarial enfrenta junto à administração pública na hora de investir no Estado. “O governo estadual interfere aplicando altas cargas tributárias em diversas atividades essenciais da economia, da logística ao combustível”, pontua o presidente da Fecomércio/MT, José Wenceslau de Souza Júnior.

Para embasar a necessidade de revisão sobre os tributos cobrados no Estado, Júnior lembra de uma decisão de 2010, em que o Estado – a pedido das entidades que representam o varejo de materiais de construção – reduziu a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o segmento em quase 7 pontos percentuais (p.p.), saindo de 17% para 10,15%. “Esse diferencial de quase 7 p.p., na ponta, representou uma redução no preço dos produtos em torno de 16% para o consumidor final. Já a arrecadação do Estado sobre o segmento aumentou 30%”, argumenta.

E completa, “incentivar o empresário a gerar emprego, renda e riquezas para o Estado de Mato Grosso é, atualmente, um desafio, por isso, há uma necessidade, urgente em reduzir a carga tributária estadual. Com a diminuição dela {da carga tributária} o governo consegue arrecadar mais dinheiro”, enfatizou Wenceslau.

O presidente – que sempre atuou no segmento de materiais de construção – disse que com o fim da redução da alíquota, “o dinheiro deixou de circular no Estado e acabou por fomentar a economia de outros estados, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Os consumidores de Mato Grosso preferem comprar em outros estados, do que comprar aqui dentro e pagar bem mais caro pelo mesmo produto”, frisa.

A entidade aponta ainda que o comércio é um grande gerador de impostos para Mato Grosso. “O setor gerou 66% do total de ICMS gerado ao Estado em 2018, segundo último balanço divulgado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz/MT). Além disso, o comércio é disparado o maior gerador e mantenedor de emprego formal, com 400 mil empregos gerados”. 


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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