Quarta-Feira, 20 de Outubro de 2021

Mato Grosso reduz em 65% os casos de mortalidade por desnutrição em crianças




COMPARTILHE

Um relatório de cobertura de atendimento de indivíduos assistidos pelo programa “Bolsa Família”, do Governo Federal, aponta que em Mato Grosso houve um crescimento de 4,48% na cobertura de acompanhamento das condicionalidades de saúde em relação ao mesmo período de 2018.

Esse monitoramento das condicionalidades de saúde do projeto é considerado uma importante estratégia de focalização das ações universais de saúde para a parcela mais vulnerável da população. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Ses-MT, o “Bolsa Família na Escola” é realizado anualmente nas unidades da rede pública e executado em parceria com as Secretarias Municipais e Estadual de Saúde e de Educação.

Ao longo dos anos, pesquisas evidenciam melhorias nas condições de saúde das famílias acompanhadas periodicamente pelo programa. Entre elas, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), redução da mortalidade infantil em crianças menores de cinco anos, especialmente, as mortes decorrentes de doenças relacionadas à pobreza, como desnutrição (redução de até 65%), diarreia (redução de até 53%) e por todas outras causas (redução de 17,9%) e a diminuição da quantidade de crianças que nunca receberam nenhuma vacina.

Atualmente, as métricas têm como base os dados coletados por indivíduo e não mais por núcleos familiares assistidos, como era realizado até o ano de 2017. A partir de 2018, o acompanhamento das ações executadas passou a ser feito de forma individualizada como forma de melhorar a saúde de crianças menores de sete anos e de mulheres em idade fértil, também com o objetivo de identificar e acompanhar as gestantes.

“Com o objetivo de ampliar a cobertura de acompanhamento para a segunda vigência de 2018, serão considerados os dados individuais registrados no Sistema BFA para o cálculo da cobertura pactuada no indicador e não mais por família assistida”, esclareceu o assistente social e técnico da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da Ses-MT, Aparecido Samuel de Castro, por meio da assessoria. Os serviços ofertados por meio do programa são vacinação, vigilância alimentar e nutricional e assistência ao pré-natal de gestantes.

Neste ano, conforme a Ses, havia 321.557 indivíduos para acompanhamento em Mato Grosso, dos quais o órgão estadual acompanhou 249.324 (77,53%). “Considerando que a última meta de cobertura foi de 68%, a gestão estadual alcançou a meta”, aponta o órgão estadual. Em relação ao acompanhamento infantil, no exercício de 2019, o Estado acompanhou 75.161 crianças (66,53%) das quais 99,80% estavam com o calendário vacinal em dia e 96,32% tiveram dados nutricionais coletados.

O levantamento revela ainda a localização de gestantes. Na 1ª vigência de 2019 foram localizadas 6.024 gestantes. Destas, 99,88% estavam com o pré-natal em dia e 62,35% tiveram dados nutricionais coletados. Também é feito o acompanhamento dos beneficiários indígenas. Neste caso, foram acompanhados 12.353 indivíduos neste ano, o que corresponde a 70,90% do total a ser acompanhado. “Foram acompanhadas 63,95% das crianças indígenas, das quais 99,89% estavam com a vacinação em dia e 98,17% obtiveram dados nutricionais. Com relação às gestantes indígenas localizadas, 99,43% das gestantes apresentaram pré-natal em dia e 85,40% tiveram dados nutricionais coletados”, reforçou.

Em relação aos quilombolas, o estado acompanhou 1.031 pessoas, o que corresponde a 74,66% do total de beneficiários. Foram acompanhadas ainda 56,70% das crianças quilombolas, das quais 100% estavam com a vacinação em dia e 94,94% com dados nutricionais. Já quanto às gestantes quilombolas localizadas, 96,15% apresentaram pré-natal em dia e 65,38% tiveram dados nutricionais coletados.

Ainda, conforme a assessoria da Ses, além da redução da mortalidade infantil, outras melhorias nas condições de saúde das famílias foram constatadas, como o aumento em 10,80% nos gastos com alimentos (frutas e vegetais); as despesas com alimentos 6,00% superior em relação às famílias não beneficiárias; o maior gasto e disponibilidade de carne, tubérculos e hortaliças; o aumento significativo de domicílios com segurança alimentar; a melhoria nas condições de saneamento; o aumento da escolaridade materna; a diminuição da prevalência de baixo peso ao nascer; e o aumento da proporção de amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida do bebê. “Os avanços alcançados na cobertura do acompanhamento das condicionalidades demonstram um esforço de integração e amadurecimento dos municípios e principalmente das equipes de Atenção Primária para com as pessoas em situação de pobreza”, concluiu Castro.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


Comentários
O Norte Araguaia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Norte Araguaia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias