Domingo, 20 de Junho de 2021

Em reunião em Brasília, Mauro Mendes lembra que lei permite desmatar 20% da Amazônia




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Ao lado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), minimizou os dados do desmatamento que mostram que houve o maior desmatamento já registrado desde 2008.

Segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), Mato Grosso é o segundo maior em desmatamento com 17,26% do total verificado na Amazônia. 

Para Mauro, é preciso olhar com atenção os números porque por lei é possível desmatar até 20% na Amazônia e as áreas só não teriam a autorização legal dos órgãos de controle, ou seja, só estariam irregulares, segundo o governador.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (21) data em que uma reunião de trabalho discutir de que forma Mato Grosso vai utilizar parte dos R$ 430 milhões recuperados da Petrobras e que servirá para combater o avanço do desmatamento na Amazônia. 

"Se ele não obteve autorização ele está irregular, ilegal. Temos que saber que esse número engloba todo desmatamento e se ele estiver legal? Vamos prioibir que as pessoas exerçam o direito legal de desmatar. Nos próximos meses o governo de Mato Grosso e dos estados da Amazônia vamos trabalhar para abrir esses números, mostrando o que é ilegal e o que é irregular", comentou o governador.

O ministro disse que já se tem os dados do desmatamento e que o trabalho agora na extratificação das informações. Segundo ele, é preciso saber onde esse desmatamento está acontecendo, se em terra indígena, terras devolutas, propriedades privadas ou unidades de conservação. 

"Temos a norma mais restritiva do mundo, nós temos exemplo de número de preservação que também são exemplo de sustentabilidade, que seja de floresta amazônica, 80%, ou 60% de vegetação nativa. Temos uma série de dados e fatos que comprovam que o Brasil é um país sustentável e que cuida do meio ambiente, essa é a postura que vamos levar na COP 25, em Madrid, esse é o consenso", comentou o ministro

 


Autor: Redação AMZ Noticias


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