Domingo, 20 de Junho de 2021

Estudo mostra que a grande parte do desmatamento no Pará ocorre em áreas ocupadas ilegalmente




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Na última semana, o Governo Federal divulgou os dados oficiais sobre desmatamento na Amazônia, dois dados chamam atenção, um é que o estado do Pará lidera o ranking de desmatamento com quase 40% dos desmates e o outro é que a maioria do desmatamento no estado é feito em áreas ilegais.

Entre agosto de 2018 e julho de 2019 o Brasil bateu o recorde do desmatamento na Amazônia desta década. A área desmatada na Amazônia foi de 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, de acordo com números oficiais do governo federal divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Trata-se de um aumento de 29,5% em relação ao período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018), que teve 7.536 km² de área desmatada. Os números divulgados são do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais.

O Prodes usa o intervalo entre agosto e julho porque ele abrange tanto as épocas de chuva quanto as de seca na região amazônica. Desse modo, envolve os momentos mais cruciais no “ciclo do desmatamento” e é capaz de identificar eventuais influências do clima. O desmatamento costuma ser seguido de queimadas. Com 3.862 km² de área desmatada, o Estado do Pará teve a maior contribuição com o desmatamento da região.

De acordo com a análise feita pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o IPAM, 35% do desmatamento ocorrido na Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi registrado em áreas não-designadas e sem informação, ou seja, grilagem. Se o desmatamento ocorrido em áreas protegidas for adicionado à conta, o índice chega a 44%. Estes números se baseiam no sistema oficial de monitoramento do desmatamento na Amazônia, divulgado nesta semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE.

Segundo a análise, outra categoria fundiária que se destaca são os assentamentos. Neste ano, por exemplo, se confirmou um padrão de desmatamento nessas regiões que têm pouco a ver com a produção familiar. Dos 2,83 mil km2 derrubados nessa categoria, 1,54 mil km2, ou 55% da área, estão concentrados em 57 assentamentos, que representam somente 6% dos 917 projetos que registraram retirada de árvores, ou seja os grandes vilões do desmatamento agem nas sombras do desenvolvimento.

 


Autor: Redação AMZ Noticias


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