Terca-Feira, 18 de Maio de 2021

Pará é o segundo estado brasileiro com maior número de mortes causadas por HIV




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Neste domingo, dia 01 de dezembro é o dia Internacional da Luta contra a AIDS, esta data é comemorada anualmente em 1º de dezembro. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre uma das doenças que mais mata no mundo: a AIDS.

A preocupação com a AIDS é gigantesca devido a doença atingir pessoas em sua maioria pessoas em idade produtiva ou seja jovens e adultos. O Brasil teve um aumento de 21% no número de novas infecções por HIV entre 2010 e 2018. O número coloca o país como um dos que teve o maior aumento de casos - foram cerca de 100 mil em toda a região ao longo de 2018.

 Curiosamente segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o Pará ocupa o segundo lugar com maior número de mortes causadas por HIV no Brasil. A falta de informação e os descuidos são as principais causas da contaminação pelo vírus.

O Pará só fica atrás somente do Rio Grande do Sul, que tem sua capital, Porto Alegre, com a maior mortalidade por Aids no Brasil, em 2018.  No Pará, nos últimos 14 anos, já morreram 7.269 pessoas por Aids. Elas faziam parte do grupo de pessoas que estavam em tratamento, que o abandonaram e obtiveram diagnóstico tardio da doença. Inclusive Belém está entre as três maiores taxas de detecção do País e a maior do Pará. Na cidade, também de 2006 a 2019, morreram 2.781 pessoas com Aids. Somente este ano o Pará já soma 312 mortes pela doença, até 16 de abril.

Ainda no ranking entre as dez cidades que se sobressaem no Pará estão Ananindeua (703 mortes), Marabá (313), Santarém (194), Marituba (183), Castanhal (160), Parauapebas (158), Itaituba (123), Bragança (119) e Tucuruí (105). Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), a partir de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

Nos últimos 44 anos, de 1975 a 2019, no perfil epidemiológico de Aids adulto o Pará soma 11.621 casos da doença. Mais uma vez, o destaque principal é para Belém, com 4.727 casos. Ainda no ranking dos dez municípios seguem Ananindeua (949), Santarém (770), Parauapebas (561), Marituba (287), Marabá (250), Castanhal (232), Paragominas (220), Tucuruí (162) e Abaetetuba (138).

Em 2019, já somam 124 casos sendo 39 em Belém, Santarém (15); Parauapebas (8); Tucuruí (5); Paragominas e Oriximiná (4 cada); Prainha, Salinópolis, Canaã dos Carajás (3 cada); Ananindeua, Altamira, Santa Izabel do Pará, Ipixuna do Pará, Ulianópolis, Barcarena, Bragança, Breves, Novo Progresso, Tailândia  e São Félix do Xingu (2 cada); Abaetetuba, Bonito, Castanhal, Dom Eliseu, Gurupá, , Marituba, Marabá, Monte Alegre, Moju, Muaná, Salvaterra,  Santa Bárbara, São João de Pirabas, Tracuateua, Terra Santa, Trairão, Óbidos e  Uruará (1 cada).

Segundo a Sespa, os dados de 2019 servem apenas como projeção, pois serão computados somente em junho 2020. Ao final do ano são apresentados os dados oficiais do ano anterior, pois a notificação é um processo dinâmico, porém lento.

De acordo com um grupo de voluntários e ativistas que lutam para disseminar a informação ao combate do vírus, a informação precisa chegar até a juventude que não viveu e conheceu a origem do problema há trinta anos quando se deu a epidemia do vírus. “É necessário sim essa linguagem mais próxima da população em parceria com a sociedade civil”.

Portanto é preciso não apenas informar as pessoas sobre os sintomas, perigos e formas de se prevenir da doença, o Dia Mundial de Luta contra a AIDS também tem a função de auxiliar no combate contra o preconceito que os portadores do vírus da AIDS (HIV) que destrói as células brancas do organismo, responsáveis em proteger e combater doenças no corpo humano.

Com a destruição das defesas do organismo, o corpo fica bastante fragilizado e propício a ser atacado por inúmeras doenças, como pneumonias, infecções, herpes e até mesmo alguns tipos de câncer. A doença não tem cura, mas pode ser tratada com coquetéis antiaids, quando diagnosticada a tempo, melhorando a qualidade de vida do infectado.


Autor: Redação AMZ Noticias


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