Sexta-Feira, 17 de Setembro de 2021

Levantamento aponta que 31 municípios de Mato Grosso estão a beira de um surto de dengue




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Enquanto as atenções se voltam ao novo coronavírus (Covid-19), que tem o maior número de casos em São Paulo, as notificações de dengue explodem em Mato Grosso.

Dados do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, apontam que 31 municípios de Mato Grosso, estão com alto risco de surto de dengue.

Somente nas 10 primeiras semanas deste ano, foram registrados 11.127 casos da doença, o que representa um aumento de 301% se comparado ao mesmo período de 2018, quando ocorreram 2.775 notificações. Duas mortes por dengue foram confirmadas e uma segue em investigação. 

O Estado apresenta alto risco de contaminação de dengue com incidência de 332,7 casos por 100 mil habitantes. Sinop (504 quilômetros, ao norte de Cuiabá) é município com índices mais preocupantes. Por lá, já foram contabilizados 1.744 casos (1.283,5 ocorrências/100 mil pessoas) agora em 2020 contra 321, no ano passado, o que corresponde a um aumento é de 443,3%. Já em Cuiabá e Várzea Grande, a situação é apontada como de baixo perigo. 

Na capital, são 145 casos (24,6/100 mil hab.) de dengue neste ano, um aumento de 28,3% se comparado ao período anterior.  Na cidade vizinha de Várzea Grande, são 32 registros, o que representa uma queda de 40,7%. Já Rondonópolis (210 quilômetros, ao sul de Cuiabá), apresenta médio risco com 489 notificações, uma variação de 757,9% se comparado as mesmas semanas de 2019, quando ocorreram 57 registros.

Cláudia é a localidade com maior incidência de infestação predial, no Mato Grosso, com mais de 16 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Isso significa que a cada 16 moradores da cidade, um teve dengue, nas últimas quatro semanas.  Os órgãos de saúde do estado de Mato Grosso notificaram durante o ano de 2019, mais de 17 mil casos de dengue, o número de casos que preocupa as autoridades em Saúde.  

O LIRAa serve como um importante mecanismo para o controle da doença nos municípios, como explica Ludmila Sophia de Souza, coordenadora de Vigilância e Saúde Ambiental da Superintendência de Saúde do estado. “Trabalhamos diretamente voltados ao controle do mosquito, sempre assessorando, coordenando ação, capacitando o munícipio. E o que observamos, hoje? Temos um indicador que é o LIRAa, do qual o município faz o levantamento na sua cidade e nos informa como está” disse ela.

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde declarou que 12 estados brasileiros correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue.

O coordenador-geral de Vigilância em Arbovirose, do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti.  “Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de mobilização da população.” E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.


Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiabá


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