Sexta-Feira, 14 de Maio de 2021

Turistas feitos reféns por índios por pescaria em área indígena do Xingu são liberados




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Após intervenção das autoridades públicas, o grupo de pescadores e um fazendeiro foram liberados, na noite desta última segunda-feira (28), após serem mantidos reféns por indígenas da Aldeia Rawo, da etnia Ikpeng, no Parque Indígena do Xingu, no município de Paranatinga (368 quilômetros de Cuiabá). A negociação foi feita pelas Polícias Federal (PF) e Militar (PM) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

O grupo formado por 13 turistas de Unaí (MG) e de Goiás (GO), estava em três embarcações e pescava em um rio da região. Na manhã do domingo (27), por volta das 11 horas, eles foram surpreendidos e rendidos pelos índios. Após, o grupo foi levado para uma oca, onde permaneceu até a chegada das autoridades públicas de segurança.

Além de todos os materiais de pesca e os barcos apreendidos, os índios passaram a exigir a presença de representes da Funai, Polícia Federal e da imprensa. Nisso, um fazendeiro, também de MG e que tem propriedade na divisa com a terra indígena, tentou negociar a libertação dos pescadores e acabou sendo feito refém.

Enquanto isso, o grupo foi privado de deixar o local até que as exigências fossem atendidas. De acordo com informações do 14º Batalhão da PM, após duas horas de negociação, a situação foi resolvida de forma pacífica. Os policiais e a Funai conseguiram a liberação dos reféns, que foram conduzidos para a Comunidade “Entre Rios”, a 90 quilômetros da reserva indígena.

A polícia local informou ainda que não houve nenhum tipo de agressão física por parte dos índios contra os pescadores. Liberados, todos passavam bem de saúde. De acordo com a Funai, o fato não se tratou de sequestro e que houve uma invasão à terra indígena no Xingu pelos turistas. Além disso, os índios teriam ficado com medo por conta da pandemia do novo coronavírus e acionaram as autoridades públicas.

Contudo, há informações de que os índios estariam pedindo certa quantia em dinheiro para soltar o grupo. Um representante da Funai ficou como fiel depositário dos barcos e demais apetrechos de pesca utilizados pelos pescadores. A Polícia Federal ficará com inquérito da possível pesca ilegal.


Autor: Redação AMZ Noticias


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