Quinta-Feira, 06 de Maio de 2021

Pesquisadores registram nova espécie da família do Guaraná da Amazônia na APA de Belém




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Uma nova espécie da família Sapindaceae, do mesmo gênero do Guaraná da Amazônia (Paullinia obovata), foi registrada na APA de Belém pelo pesquisador do Museu Goeldi e coordenador do Projeto Flora do Utinga, Leandro Ferreira.

A espécie é Paullinia obovata e foi identificada por Pedro Acevedo (Smithtonian Institute - Estados Unidos), o maior especialista da família Sapindaceae. Não há registro dela na Amazônia Oriental, sendo encontrada no Brasil somente nos estados mais a oeste, como Rondônia e Acre. O registro é mais uma descoberta que reforça a importância das Unidades de Conservação da região metropolitana de Belém para a preservação da flora.

A presidente do Ideflor-Bio, Karla Bengtson, afirma que é uma satisfação enorme, através de um projeto como esse, identificar uma espécie de grande importância para o Estado. "Essa descoberta ressalta o farto potencial científico que existe dentro das nossas Unidades de Conservação, além de produzir um acervo de conhecimento que nos ajudam a subsidiar decisões, implementar ações e executar projetos, auxiliando na gestão da área de desenvolvimento florestal do Pará", afirmou.

É consenso entre os pesquisadores que a Amazônia ainda está longe de conhecer toda a sua diversidade biológica. "Neste sentido, essa descoberta chama a atenção para a riqueza da flora ainda pouco conhecida nas referidas Unidades de Conservação. A descoberta desse patrimônio genético reforça a importância da criação de novas áreas protegidas pelo Ideflor-Bio e nas prioridades políticas de conservação", diz o biólogo do Ideflor-Bio, Waldemar Jr.

O projeto Flora do Parque do Utinga, desenvolvido desde 2018, é um dos grandes exemplos da geração de conhecimento científico dentro das Unidades de Conservação. Os pesquisadores atuam nas quatro Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém: Parque Estadual do Utinga, Áreas de Proteção Ambiental de Belém e da Ilha do Combu, e no Refúgio da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia.

As Unidades de Conservação, que funcionam como laboratórios de pesquisa, onde são mapeados recursos naturais, fauna, flora e inventários botânicos, são de responsabilidade do Ideflor-Bio, que faz a gestão e o monitoramento das 26 Unidades do Pará. O Projeto já registrou mais de 670 espécies de plantas e fungos em diversas formas de vida nos diferentes tipos de vegetações dessas Unidades de Conservação.

De acordo com o Waldemar Jr., a parceria com o Ideflor-Bio para o projeto é fundamental, especialmente, na área dos recursos humanos. "Esse projeto ajuda a formar alunos que desenvolvem seus projetos de pesquisa e extensão aqui. Já estamos transformando o Parque em um centro de pesquisa, informação e disseminação da flora de Belém e da Amazônia", explica.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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