Segunda-Feira, 27 de Setembro de 2021

Saúde de Mato Grosso convive há quase 60 dias com taxa de ocupação de UTIs covid em estado critico




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O estado de Mato Grosso acumula até esta terça-feira (20.04) 56 dias seguidos em que a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) fica acima de 80% na rede pública. A situação é considerada crítica por especialistas e instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora semanalmente a evolução da pandemia do coronavírus no Brasil.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a última vez que a taxa de ocupação de leitos esteve abaixo de 90% foi em 03 de março. Neste dia, a taxa fechou em 87,42%. Abaixo de 80% faz ainda mais tempo. A última vez foi no dia 23 de fevereiro, quando a taxa ficou em 72,85%. A situação mato-grossense de iminente colapso é acompanhada por quase todos os estados da federação. Até o último boletim divulgado pela Fiocruz, apenas três estados não tinham alerta crítico:  Maranhão, Amazonas e Roraima.

Para pacientes internados com covid-19, nesta terça-feira (20.04), a taxa de ocupação de UTIs adulto em Mato Grosso está em 96,63%. Dos 603 leitos existentes no estado, apenas 18 estão disponíveis e mesmo assim há fila de espera. Conforme o governo estadual, 16 pessoas em situação grave aguardam por um leito. Há no estado neste momento, 12 hospitais que não conseguem mais receber novos pacientes.

São eles: Hospital e Maternidade São Lucas, Hospital e Pronto-Socorro Municipal Milton Pessoa Morbeck, Hospital Municipal Arlete Daisy Chichetti de Brito, Hospital Regional de Água Boa, Hospital Regional de Peixoto de Azevedo, Hospital Regional de Sinop, Hospital Regional de Sorriso, Hospital Regional Dr. Antônio Fontes, Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, Hospital Universitário Júlio Müller e Hospital Vale do Guaporé.

O último boletim publicado pela Fiocruz, na semana passada, alerta para a necessidade de aplicação de medidas mais duras no combate à pandemia em estados e municípios que apresentam níveis críticos de ocupação de UTIs. Conforme o documento assinado pelos pesquisadores, já há uma tendência de queda nesses números em alguns estados do Brasil, realidade que não é compartilhada por Mato Grosso.

“As taxas de ocupação de leitos de UTI permanecem muito críticas, mas parece se consolidar lentamente a tendência de melhoria do quadro na Região Norte e em alguns estados como Maranhão, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul. Permanece a necessidade de que se empreendam esforços para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas. Nesse sentido, é prudente que os municípios, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas”, afirmam.  


Autor: Redação AMZ Noticias


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