Sábado, 19 de Junho de 2021

Pará é o 3º estado com mais mortes de policiais por assassinato e o 5º com mais pessoas mortas pela polícia




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Segundo dados do Monitor da Violência,  o estado do  Pará foi o terceiro estado com mais mortes de policiais por assassinato e o quinto com mais pessoas mortas pela polícia em 2020. No ranking nacional sobre policiais mortos, o estado empata com Minas Gerais, ambos com 13 vítimas. Em primeiro lugar está Piauí e, em segundo, o Rio de Janeiro. O índice leva em consideração os estados com maior taxa por mil policiais.

Já em relação aos mortos em intervenções militares, o Pará está entre os cinco estados em que mais pessoas são mortas pela Polícia. Considerando a taxa por 100 mil habitantes, foi o quinto estado com mais mortes, registrando 478 vítimas, seguido respectivamente pelo Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Amapá.

Apesar das colocações a nível nacional, o estado teve redução tanto em mortes de policiais na ativa quanto de pessoas mortas em intervenções militares. Em 2019, foram 28 agentes mortos. Já em 2020 foram 13. A redução foi de 54%. No caso das mortes por policiais, a redução foi menor - 13% a menos em um ano. Foram 552 vítimas em 2019 e 478 no ano seguinte.

Dois desses casos ocorreram no Acará, nordeste do estado. O sargento Cláudio Roberto de Melo França foi morto dentro de uma balsa que fazia a travessia para Concórdia do Pará. Ele estava de folga. O crime foi no dia 11 de dezembro. Dois dias depois, um suspeito de participação no assassinato foi morto pela Polícia.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) disse que "investe em capacitação a fim de contribuir para o trabalho técnico e mais assertivo" e que "para aumentar a preservação da vida dos profissionais, o Governo do Pará adotou novos meios de proteção, a exemplo da criação de uma linha de crédito especial para o financiamento dos imóveis a juros mais baixos; a construção de conjuntos habitacionais; investimentos em equipamentos de proteção; compra da folga, por meio do pagamento da jornada extraordinário; ampliação dos cursos de autodefesa; ingresso de 530 novos policiais militares na corporação, por meio de concurso público, além da realização de um novo certame com cerca de 4 mil vagas oferecidas para recompor o efetivo da corporação". A Segup citou, ainda, que "foi criado o aplicativo SOS PM, que quando acionado, a viatura mais próxima se dirige até o solicitante para resguardar a vida do policial".

O LEVANTAMENTO -  Os dados sobre vitimização e letalidade policial, inéditos, fazem parte de um levantamento exclusivo feito pelo G1 dentro do Monitor da Violência, uma parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Foram solicitados os casos de “confrontos com civis ou lesões não naturais com intencionalidade” envolvendo policiais na ativa. Os pedidos foram feitos para as secretarias da Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal por meio da Lei de Acesso à Informação e das assessorias de imprensa. Apenas Goiás se recusou, mais uma vez, a passar as informações.


Autor: AMZ Noticias com G1


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