Domingo, 09 de Maio de 2021

Mauro Mendes se reúne com governadores para discutir compra de vacinas após negativa para compra da Sputnik




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O governador Mauro Mendes (DEM) vai se reunir com outros seis governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), nesta terça-feira (27), para discutir a compra de vacinas contra a Covid-19. A informação confirmada pela assessoria do governo.

A reunião foi marcada após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negar, nessa segunda-feira (26), o pedido de autorização para a importação da vacina russa Sputnik V. Além de Mato Grosso, o consórcio é formado pelos estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Tocantins e Rondônia.

O grupo havia assinado um contrato de intenção de compra direta para aquisição de 28 milhões de doses da vacina. A previsão era que Mato Grosso recebesse 1,2 milhão de doses da vacina. Com isso, ampliaria os grupos da campanha de imunização para até 30 anos.

O Consórcio informou que vai aguardar um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) para reavaliar a compra da Sputnik V. Em caso de autorização do STF a decisão será tomada em conjunto pelos sete governadores. A decisão unânime foi tomada após 14 estados pedirem autorização para importação emergencial de quase 30 milhões de doses.Três gerências técnicas da agência (medicamentos, fiscalização e monitoramento) deram pareceres contra a importação.

A Anvisa apontou que NÃO recebeu relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade e NÃO conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada. A Anvisa diz que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina não têm tradição na análise de medicamentos; além disso, em 23 países com contrato, a vacinação não começou;

A Gerência de Medicamentos apontou diversas falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante. Na mais grave, explicou que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus não deveria se replicar, mas ele é capaz de se reproduzir e pode causar doenças.

Já a Gerência de Inspeção e Fiscalização relatou que técnicos da Anvisa não puderam visitar todos os locais de fabricação da vacina durante inspeção na Rússia; dos sete pontos previstos, técnicos conseguiram visitar apenas três locais; segundo a Anvisa o Fundo Russo tentou cancelar inspeção presencial e não autorizou acesso ao Instituto Gamaleya, que faz o controle de qualidade; a Anvisa também diz que não conseguiu identificar os fabricantes da matéria prima da vacina.


Autor: Redação AMZ Noticias


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